Páginas

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Submissas x submissas.

Muito se critica as mulheres submissas, se propagaga uma visão de fraqueza, nulidade, etc. que é superficial e conveniente .
Bem, quem pratica sabe o qto corajosa é a sub, seja em suas atitudes, escolhas, entrega. Também não se nega o qto de qualidades pessoais são necessárias pra se compor uma bela sub.
Alguns usam como exemplo para seus argumentos os casos que ganham notoriedade policial, as histórias que fogem as corretas praticas BDSM e, como consequência, ganham publicidade nas diversas mídias.
Mas o que os mesmos críticos não incluem em suas "análises" é a submissão baunilha, as atitudes que se tornam negativas no ambiente profissional, onde a nulidade é muitas vezes efetiva, até estimulada por quem dela se beneficia, no ambiente pessoal, onde muitas mulheres são "reféns" de seus relacionamentos e estilos de vida.
Não que isto revele uma submissão mal conduzida ou decisões equivocadas de uma submissa., às vezes são meras imposições da vida cotidiana, mas que revelam fraqueza de fato, inseguranças, nulidades, fragilidades bem caracterizadas.
Não vou esgotar o tema aqui, até pq não caberiam numa única postagem, mas permite abrir uma discussão e reflexão sobre isto.
A submissa que decide servir, ter um Dono não é frágil, insegura, assustada, dependente (muito menos devemos alimentar estas características, como alguns oportunistas fazem, pq não é pressuposto BDSM)...
Estas características são comumente encontradas no dia a dia, em mulheres e homens que fazem escolhas confortáveis, que aceitam viver algo conveniente, sem riscos, muitas vezes abdicando da própria felicidade ou numa falsa felicidade.
Reféns de um modo de vida, reféns do medo, da carência, da dependência financeira, da falta de expectativa, até do amor e de tanta coisa que se tornam amarras na vida comum.
Mas não, o olhar crítico associa todas estas fraquezas à submissa, como se escolher ter um Dono, se abandonar na vontade do outro a fizesse um ser fraco, sem vida, totalmente nulo. Sabemos que não, mas é conveniente pregar isto. É preguiçoso pensar assim.
Qtas e qtas subs relatam este mesmo estilo de vida antes de se assumirem subs? Já se deram conta? Mas não é culpa exclusiva de suas submissões, isto é importante ressaltar.
Repito: essas características baunilhas não revelam de automático uma submissa.
Supor isto faz com quem muitas escolham o caminho do BDSM como salvação, quando não é, os inúmeros exemplos falam por si.
A realidade, já tratada aqui, é que a submissão baunilha é muito ruim, mas ao mesmo tempo é menosprezada, fingimos que não existe mas, muitas vezes, resulta de algo imposto, até violento.
Não dá pra confundir, não pra pra misturar.
Certamente não é saudável uma submissão assim, sem norte, diferente da boa submissão consensual, em relações bem desenvolvidas, com escolhas certas, afinadas.
Não caia na armadilha de confundir uma e outra. Não se envergonhe de ser uma sub, de ter feito a escolha, de aceitar se submeter, isto te faz forte, convicta, te faz capaz de coisas que uma pessoa comum nem chega perto de conseguir.
A superação envolvida na entrega, na confiança, na relação Dono e sub é rica, exuberante, onde ambos ganham e vivenciam experiências únicas, bem distante da pobreza da nulidade, da ausência do existir que muitas experimentam na vida baunilha.
Sub tem sim motivos pra se orgulhar, pra manter a cabeça erguida (exceto na presença do Dono), de se fazer respeitar, de não se permitir usar ou manipular (exceto pelo Dono), deve fazê-lo por si e, acima de tudo, por seu Senhor.

Um comentário:

lady viana disse...

Concordo plenamente! Vejo como um ato de coragem uma submissa se entregar totalmente ao seu Dono, sem reservas ou medo, a pura, limpa e prazerosa submissão. Parabéns pelo texto.