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Vc sai do BDSM mas o BDSM...

Não sai de vc.
?!?!?

Cabe a reflexão. Se pensarmos bem, certa natureza nos leva ao BDSM, mas não significa que o BDSM seja o único ambiente propicio para a referida natureza.
Não se nega tudo que o BDSM tem a oferecer, acho até que passar pelo BDSM é quase uma obrigação para quem tem a natureza.
É como um acelerador, ambiente adequado para amadurecer, aprimorar e... Ser feliz.
Minha trajetória no BDSM é, até hoje, algo que me encanta. O antes e o depois, o durante. É realmente poderoso e transformador. Claro, pra quem experimenta o verdadeiro BDSM não os falsos cenários espalhados por ai.
Se existem os falsos cenários, tb existem os falsos atores, o que nunca é uma boa experiência, mas disto escapei, ou soube escapar...
Agora, tudo que viveu lá dentro é justificativa para lá permanecer?
Como eu disse antes, é uma trajetória, e um caminho natural é um dia sair, como se sai de uma escola, de um aprendizado, de uma experiência.
Naturalmente vc leva consigo muita coisa, mas não necessariamente o B…

Refém do Personagem

Não importa se vc entrou no BDSM pela porta da frente ou dos fundos, se foi por causa de uma busca de tempos ou por ter caído de paraquedas, vc só permanecerá tanto tempo se vc for do meio. De resto, passará um tempo se divertindo ou dando cabeçada, encontrando parceiros que completem sua necessidade ou, nem isto. Mas entre tantos riscos, tem um que pouco ou nunca se fala, se tornar refém do personagem. Entrar no BDSM significa, pra qualquer um, criar uma "identidade", mutável sim, até pelo aprendizado, evolução ou, em alguns casos, mero oportunismo. Em algum momento vc vai achar sua identidade e dará vida a ela. Observo que estou me restringindo àqueles que permanecem no BDSM, se encontram com as práticas e ideais. E tudo que vc colhe com sua "identidade" se torna tão forte, que se espalha até por quem está por trás da identidade. Experiências e vivências que são únicas e tão especiais, que durarão pra sempre. Não que te sustentarão pra sempre, é diferente. E, se vc se …

Subs Inteligentes

Vc pode acreditar que sub deve ser nula, dependente e... burra. Em tom mais amenos, pouco inteligente. Se pensar bem, subs são essencialmente corajosas a ponto de se entregar e se deixar nas mãos de outrem, se submeter a decisões que não são suas, aceitar situações simplesmente pq confiam no condutor. É possível, claro, que ainda assim elas não tenham noção completa do que representam, e que vc precise agir, com responsabilidade, para cuidar que ela sempre se mantenha no prumo, ou seja, intervir com mais frequência orientando, guiando, protegendo. Contudo muitos doms (observem a inicial minúscula) preferem subs menos espertas, seja pq fica fácil manipular, seja pq dificilmente serão desmascarados. O grande medo é que haja uma inversão de papéis, mas qualquer dano já é suficiente pra aterrorizar um da espécie. Por outro lado muitos Doms dão preferência pra estas subs pra exercerem um lado protetor, Mentor que, ao fim do processo, seja transformador nas qualidades da sub. É sempre bom lembra…

Estado Bruto

Antes de qualquer intervenção humana, de qualquer conceito que tente definir, no seu estado mais puro e bruto, existe a submissão, existe a Dominação. Quando ainda nem conseguimos definir sensações e sentimentos, quando nenhuma tentativa vulgar de aprisionar racionalmente "aquilo".  Talvez uma força da natureza que, liberta, pode desconstruir tudo que sabemos e acreditamos. Portanto, o medo nos fez "domestica-la" através de conceitos, de práticas, de hábitos. Pense nos cavalos, os selvagens sempre serão mais bonitos que os domesticados, mas são cavalos e todos tem sua beleza. Naturalmente os selvagens podem, não por maldade, machucar ou até destruir algo. Então seguimos as convenções e "domesticamos" a submissão e a Dominação. O problema é que exageramos na dose, perdemos a naturalidade da coisa, é tanto ritual e teatro que fica difícil saber o que é genuíno. Sempre falei aqui que é fácil se passar por Dom e sub, basta repetir o que se lê, decorar e acrescentar …

Olhando de Longe

Costumamos achar que para conhecer a montanha é preciso percorrer suas trilhas e caminhos, o que não deixa de ser verdade, contudo, para conhecer o todo, é preciso se afastar, olhar de certa distância. É natural que façamos isto, todo processo de conhecimento envolve um mergulho e depois um distanciamento crítico. Portanto, não existe sabedoria sem o exercício das duas faces da descoberta. Mapas são feitos por quem conhece próximo e distante, e quanto melhor executam os dois modos, mais precisos serão seus mapas, claro que nem todo mundo quer se nortear pelo "mapa" alheio, queremos "ver" com nossos próprios olhos, mas faz bem, ao menos, observar como tudo não passa de repetição. Falando de BDSM, no fim, tudo é repetição de um ciclo, aquele encantamento inicial, o modo pessoal de ver e entender aquilo, cantar pros quatro cantos o quão belo é tudo, se envolver, se machucar e pular fora. BDSM não é pros fracos, muito menos pros aventureiros. Talvez hoje muitos não sa…

Fórum

Pessoal que visita o blog, dê uma passadinha no fórum, participe e/ou traga novas discussões.
Já são raros os bons espaços para refletir o BDSM, então, façamos bom uso do fórum.
Lembrando que é para discutir BDSM e suas diversas práticas, não para propagandas ou convites de qualquer espécie.
Basta clicar na aba correspondente.

O que viramos.

Estou cansado. Vc não? A gente encontra respostas pras nossas perguntas, estuda o assunto, se envolve com aquilo, conhece pessoas, encontra a realização depois de algum tempo, se encontra. É óbvio que se trata de um espaço generoso, que cabe todo mundo, por sinal, uma de suas maiores virtudes. Mas, ainda assim, um espaço para quem gosta especialmente daquilo, não que seja usado pra outras finalidades. Antes, era algo tímido, que a gente ia lidando. Não é assim sempre, em todos os lugares? Sempre tem os "espertinhos"? Mas depois foi virando outra coisa, e fomos tomados, viramos minoria. De sérios e respeitados, viramos dinossauros, gente de mente antiga. Que não se enquadrasse, era arcaico.  Convenhamos, era tentador ceder à "nova onda". Tudo era tão fácil, tão sem regras. Se marcava sexo dias depois de se conhecer, se podia publicar qualquer texto se passando por autor, qualquer conversa fiada tinha verniz de algo profundamente intelectual. O que não se faz por um…