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domingo, 22 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Observações atuais.

Todos nós, praticantes do BDSM, sabemos bem o significado da palavra consensual, nos envolvemos em relações aceitando as regras estabelecidas para o funcionamento dela.

Mas antes de se estabelecer relações, é importante conhecer o BDSM, afinal, a natureza é “selvagem”, o BDSM é o meio para domesticá-la.

Se o BDSM é um imenso guarda-chuva que contempla e abriga várias práticas, tb é de conhecimento notório alguns princípios que norteiam cada tipo de relação, mas pq este conhecimento teórico acaba fazendo pouca diferença na realidade?

Tratarei de duas situações que se tornaram corriqueiras.

Vejamos, por exemplo, a Dominação Psicológica, partindo do pressuposto válido de que cabe ao Dom cuidar, proteger, orientar de modo que a sub amadureça e se fortaleça como sub e mulher e que, assim, o Dom se beneficie destes ganhos de qualidade na servidão.

É possível, para ter sucesso neste tipo de relação, ter muitas subs? Canis e afins são cabíveis?

Ou vc tem muito tempo livre, praticamente o dia todo ou, o que eu acho, é impossível se atingir a plenitude da relação.

Mas...

Retornando ao consensual, se os envolvidos numa relação deste tipo, ou seja, com vários envolvidos, abdicam de alguns direitos, deixam de lado algumas condições para obter vantagens que consideram mais relevantes, poderão ter, dentro do modelo proposto, a plenitude.

Mas observem que passamos a falar de uma variante, consensualmente aceita.

No entanto, criar a expectativa de que é possível atingir a excelência da Dominação Psicológica tendo um catálogo de subs a sua disposição sem abdicar de nenhum pressuposto é vender uma ilusão, é marketing que visa beneficiar exclusivamente o autor da façanha.

Outro aspecto que chama a atenção, mas merece que sejamos justos, a face do falso BDSM não se dá só entre os Doms, muitas subs não tem o menor comprometimento com BDSM, aceitam qualquer coisa, se utilizam de quaisquer artifícios para atingir seus objetivos, não contribuem e nem acrescentam em nada ao meio.

Tenho ouvido mais reclamações sobre subs do que sobre Doms, sempre há um senão, uma observação, subs que falam e criam fatos, mentem, adulteram, fingem, traem, tem crises (doentias) de ciúmes, fazem ameaças, tentam minar relações estáveis, falam mal até de quem não conhecem, fazem insinuações infundadas, investigam vidas alheias só pra subsidiar fofocas, ou seja, não só agem como baunilhas, mas o fazem pelo pior lado baunilha.

Então vou repetir uma colocação minha: quem não pertence ao meio não merece as nossas proteções. Não há pq preservar, ser cordial, elegante, etc. com quem só vem criando problemas, enfraquecendo o meio. É este “em cima do muro” que vem mantendo entre nós gente que só vem minando a seriedade do BDSM.

Não adianta criar lista negra, adianta ter atitude, adianta agir com maturidade e responsabilidade, dentro do que se espera de um praticante, fazendo o seu papel. Quem não é BDSM mas se utiliza do BDSM, deve morrer abraçadinho, mas longe do BDSM.

Entramos pro BDSM e abdicamos de algumas lógicas baunilhas, fizemos uma escolha, não é possível enfraquecer nossa Dominação pq a sub é gostosa ou deixar de lado sua verdadeira submissão pq o Dom é um espetáculo.

Convenhamos, nem cabe descrever BDSM com estas palavras. Mas é o que vem acontecendo, às vezes claramente, outras nas entrelinhas...

O BDSM é cordial, mas é cordial e respeitoso com quem está dentro, não justifica agir assim com quem afronta o meio.

Existem inúmeras situações acontecendo e me surpreende que são tratadas como legítimas, ou se conhece pouco o BDSM ou se tem sido muito permissivo com qualquer coisa que se autonomeia BDSM.

No fim, todo mundo fica “chorando” as coisas ruins que testemunham ou são vítimas. Onde está a atitude? Faz algum tempo que não tenho uma boa conversa sobre BDSM, com trocas de informações, discussões, aprofundamentos.

Mas lembrem-se, quem entrou pro BDSM, aceita um estilo de vida, se adéqua a uma postura, não cabe ficar fazendo fofoquinhas, batendo boca, entrando em briguinhas infinitas, cabe agir com elegância e firmeza, não dando espaço pro falso BDSM.

Algumas atitudes são reveladoras, e devem ser tratadas com seriedade, para o bem do BDSM.


Obs.: Cuidado se a carapuça te serviu. ;-)

sábado, 14 de agosto de 2010

Prudência.

Como separar o joio do trigo?

Este saber, só o tempo que te dá isto.
Assim como fará desmoronar uma estrutura falsa.

Claro, se vc não tiver cuidados, se encantar de primeira com o que vê e aceitar isto como verdadeiro, é capaz de ruir junto com a estrutura falsa.

Paciência é uma virtude.

Observar e ser paciente.

A sub deve ser prudente, afinal, uma das regras básicas é o consensual.
Consensual depende de negociação.

Negociação exige paciência e conhecimento.

Atropele isto e vc se dá mal.

Se vc se guia só pelo desejo, deixando a razão de lado, ou seja, buscar aquilo que te completa como sub e não só como mulher.

Vc tende ao erro.
 
Um Dom diante de uma sub cuja aparência seja perfeita, mas a submissão inexistente, deixando o desejo agir, não terá uma sub, saciará as vontades do homem.
 
E vc sub? Em situação similar? Deixará a mulher tomar conta?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sua vida em uma imagem (Versão BDSM)

Sua vida em uma Imagem. (clique na frase ao lado)


Um complemento ao texto do link.


Muitos querem viver o BDSM em busca da intensidade da experiência e da entrega, confiando na segurança de quem segue seus preceitos.
Partindo da leitura do texto citado acima, como criar espaço pro BDSM em sua vida?
Existe uma frase perfeita pra ilustrar: "De que adianta potência sem controle?".
O que nos cabe é construir caminhos e espaços sólidos onde possamos vivenciar seguramente o BDSM.
Nada de estradinha esburacada, beirando penhascos, dificultando tanto a ida quanto a volta.
Deve ser segura, protegida e permitir transições tranquilas.
O local escolhido deve primar pelo recato em relação a todo o resto de nossa "propriedade", ser espaçoso e capaz de inspirar e abrigar novas formas de exploração, ser um recanto seguro e garantir o bom uso dentro do que nos propomos a vivenciar, ter construção sólida para resistir a todas as possibilidades e intensidades inerentes ao BDSM e garantir que jamais sejamos reféns e sim deleitadores dos prazeres BDSM.
Desta maneira, com transições seguras, tiraremos melhor proveito das nossas relações BDSM, em todo o seu potencial.
Não é possível viver um BDSM tenso, atropelado, improvisado ou com desconhecimento.
O que somos dentro do BDSM é construido com dedicação, com alguns erros no projeto, mas muita disposição para fazermos o melhor.
Alcançar a plenitude é sempre o objetivo, mas não é um processo gratuito, sem riscos.
A serenidade de se pensar, planejar, corrigir, desenvolver nos permite viver intensamente o BDSM.
Não se iluda, riscos devem ser calculados, não resultado de impulsos. A intensidade só é plena quando conduzida a tal. Saber voltar é tão ou mais importante do que saber ir.
Não crie um puxadinho pra sua vida BDSM, não fuja do trabalho que é necessário para poder, quando finalizado, te permitir experiências fantásticas.
Muitos se iludem com fotos, filmes, livros, ignoram que todo grande momento é construído com muito trabalho e dedicação.
Ou alguém consegue conceber o BDSM sem dedicação?