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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Satisfaça...

Agrade ao Dom, tenha prazer, tire Dele aquele comentário silencioso, mas cujo silencio é tão intenso que te faça arrepiar.

Dominação Psicológica.



Imagen 006Upload feito originalmente por J. Fuentes M.

Tendo com o base o consensual, na DP é fundamental conhecer a sub, suas fraquezas, seus pontos fortes. Conhecer bem seus limites.

Tendo isto, é hora de guia-la, orienta-la.

Não existe receita padrão, exige sensibilidade.

Na vida não alcançamos o conhecimento profundo, não existe Dom com esta capacidade, mas a DP, sem dúvida exige um bom nível de conhecimento, percepção.

O bom é que o Dom tb aprende e ele deve ser capaz de aprender.é isto que torna a DP tão bonita.

O Amor BDSM

pretty-please Upload feito originalmente por abetaltre


Há algum tempo venho pensando em escrever sobre o amor no BDSM. É, talvez, o tema mais polêmico dentro do BDSM.
Só quero trazer minha contribuição, nada mais que isto.
Certamente voltarei ao tema mais vezes, tamanha são as polêmicas e abordagens possíveis.
Bem, primeiro devo dizer que acredito no amor em suas variadas formas, e são tantas que nem nos damos conta: amor de filhos, de pais, de parentes, amigos, colegas, aluno para professor e vice versa, namorinho, ficante, amante, namoro sério, noivado, casamento, amadurecido, etc...
Poderíamos montar uma lista, seria divertido e construtivo, quem quiser contribuir, fique a vontade.
São formas de se amar, com características próprias, com nuances, definições, intensidades que dão peculiaridade àquela forma de amar.
No BDSM não é diferente, existe amor e dos bons, mas muitos querem amor de namorados, amantes e é ai que tudo se complica.
Não consigo ver, sem ser tomado pela dúvida, um Dom chegando com flores e caixas de bombom pra sua subs, Dom fazendo poesias melosas tal qual menino apaixonado não combina com a sobriedade que se espera de um Dom, pelo menos um capaz de guiar, orientar sua sub.
Em contrapartida vejo com admiração um Dom dedicado, preocupado com o crescimento de sua sub.
Vá lá, uma recaída eventual, tudo bem, mas um Dom que perde o senso de justiça, o discernimento é perigoso.
Quando observamos subs que não distinguem os motivos de sua entrega, confundindo a raiz da relação a ponto de fazer cobranças em cima de seu Dom penso logo que está faltando condução, orientação ou, pior, sobrando oportunismo.
Interessante que todos criticam o chefe que fragiliza sua autoridade concedendo privilégios para sua funcionária preferida, mas num Dom é permitido? Algo semelhante ocorre quando o Dom se encanta pelas formas da sub ao invés de ter a "frieza" no lidar com ela.
Um Dom que perde a autoridade, é incapaz de castigar e ser justo pq está envolvido pela sub, seja emocionalmente ou fisicamente, descaracteriza o BDSM.
Assim como a sub que fica infeliz quando sua vontade não é satisfeita ou ao ser castigada sofre como se houvesse perdido o amor a tanto acalentado.
O amor no BDSM é recheado de admiração, é moldado na entrega, na capacidade de ambos de se dedicarem um ao outro, cuidando, zelando no caso do Dom, obedecendo, se entregando, sendo Dele no caso da sub.
Dominar exige sensibilidade, exige ser capaz de tomar atitudes fortes, mas necessárias. E se o amor abalar esta convicção?
Ou seja, o amor também deve se submeter na relação, não tomar o poder.
É tão bonito o amor na relação BDSM, tão rico, tão profundo, tão exigente, tão enriquecedor, pq insistimos em trazer o amor baunilha pra dentro do meio?
O amor de amantes está lá, mas se vc deixa-lo controlar a relação, o Senhor da relação passa a ser ele.
Não é uma receita que se aplica a todas as vertentes, doses maiores aqui e ali, doses menores acolá, mas é preciso cuidar para que a relação não se perca, que haja uma autoridade e alguém submetido a ela.
Encontrar a forma certa de amar e valoriza-la é fundamental no BDSM, não abaunilhando, cuidando para que haja clareza, que haja a percepção certa do que está envolvido na relação, de suas expectativas e perspectivas.
Acredito muito no amor BDSM, mas tenho dúvidas se as pessoas tem conseguido enxerga-lo como deveriam.

Sirva-se.


Master & sub-21
Upload feito originalmente por lizbeth1983a

O "Clube".

Engraçado como tanta gente comete erros enquanto frequenta o "clube".
Em todo clube existem regras, as mais relevantes afixadas na porta, com o BDSM não é diferente, com uma vantagem: clareza.
Na porta uma plaquinha diz: são, seguro e consensual.
Quantos clubes tem regras tão crisalinas? No entanto, a maioria acaba por ignorar e, consequentemente, se dar mal.
A principal delas, pra mim, é o consensual, e é justamente a mais desrespeitada.
O que vemos de "doms" querendo dar ordens, querendo marcar sessões no fim de semana, distribuindo coleiras e de subs sendo induzidas a acreditar que são de fatos "subs" quando na realidade só tem fetiches criados em cenas fortes de filmes e livros.
Leiam a plaquinha, qualquer pessoa minimamente inteligente entende o que as palavras querem dizer, ninguém pode ou tem o direito de mudar as regras, afinal, elas são a garantia maior do BDSM.
Claro, é possível que no primeiro contato ocorram testes, mas são testes, e o andamento deles deve ser consensual, mesmo que seja um consensual silencioso.
Como estabelecer um consensual sem conversar? Impossível. É por isto que estamos num clube, para nos conhecer, saber um do outro, conhecer as várias vertentes, tentar desenhar o que nos apetece e o que nos desagrada, tentar encontrar quem nos guiará ou quem guiaremos.
O bom senso, a experiência, a sensibilidade ou a intuição pode facilitar os contatos, te direcionar, acelerar até, mas sempre buscando o acordo, definindo bem os limites, mesmo que você suponha não ter nenhum.
Seguindo direitinho as regras do clube, sem ser levado pela excitação natural que toma os frequentadores, seremos felizes adeptos de uma linda filosofia e prática. Se vc não pertence ao clube, fique a vontade, mas não insista em mudar as regras, em querer criar suas próprias, somos fortes quanto mais firmemente defendemos nossas crenças, se você tem só um fetiche, pode aprender algo no clube, mas não tente impor sua visão pessoal às outras pessoas, criticar, confundir...
É muito bonito a liberdade de escolha que temos e devemos respeitar estas variações, todas as possibilidades existentes, mas se não for para você, se você preferir algo eventual e não contínuo como prega o BDSM, colha algumas dicas e viva seus fetiches, seja feliz, não é isto que todos buscamos?
Na próxima, leia a plaquinha e siga a risca, aposto que os riscos diminuirão bastante.