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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Orgulho de ser BDSM.

Muito se discute sobre o momento BDSM, de como os conceitos estão corrompidos, de como existem aproveitadores, etc. Tudo isto é verdadeiro e merece um espaço em nossas discussões.
É frustrante? Muito.
Mas tudo tem sempre outro lado a oferecer, o lado onde o BDSM se revela forte, íntegro. Onde o BDSM se engrandece.
Sabemos dos riscos, das ameaças. Conhecemos todo tipo de situação que afeta e prejudica nosso universo, mas o fato é que ele é mais forte do que os "turistas" supõe.
O verdadeiro BDSM é rico em dignidade, respeito, admiração. O BDSM não é discriminatório, preconceituoso, pequeno. O BDSM não é invejoso, corrupto.
Fatos recentes provam isto, são gestos e mais gestos desta grandeza que falo.
Que não tenham a inocência de supor o contrário, os verdadeiros membros deste nosso universo só reforçam a força do todo, contribuindo para um BDSM são e seguro. É um universo em crescimento, não em tamanho, mas em qualidade. Muito aprendemos aqui, cada um de nós cresce junto, agrega mais, se fortalece como indíviduo e, consequentemente, fortalece o meio.
A gente pode olhar pro BDSM como uma vitrine vistosa, atraente e envolvente. Dá vontade de entrar e viver tudo aquilo. Mas quem consegue ver a essência, consegue entender do que faz parte, estes sim são felizes.
Vi gestos nestas últimas semanas que me deixaram mais orgulhoso de pertencer ao meio, não que eu não esperasse, mas são coisas que renovam nossa fé, nossa alegria de fazer parte deste meio.
Cada um ao seu jeito, de sua maneira como é peculiar ao meio. Muitos só enxergam a vitrine e se engana sobre a verdadeira força dentro de cada um de nós, que juntos formamos um meio ainda mais forte e sólido. Quem se surpreende é pq não foi capaz de entender, vive na periferia se enganando.
Usamos a palavra meio pra definir nosso ambiente, nossas crenças, nossos envolvimentos. O que está no meio é algo que poucos conhecem, vai além da publicidade, das vitrines. Foi uma oportunidade de enxergarem isto, perderem a ingenuidade de que o que se vê, se basta.
Eu gostaria muito de falar de cada gesto, comentar, ilustrar com fatos minhas palavras, mas acho que todos que acompanharam se sentem um pouco como eu, orgulhoso de pertencer ao meio.
Sinceramente, a gente sabe das ameaças, a gente conhece bem o que vem de fora mas, o mais importante, é saber o que temos, o que somos, o meio ao qual pertencemos.
Eu queria agradecer a todos, sem exceção, pelos comentários deixados, pelo apoio dado, pela contribuição deixada. Todos mesmo, pq até quem ataca acaba contribuindo pra fortalecer.
Se não pude agradecer todos de maneira direta, posso compartilhar esta sensação de pertencer e acreditar em algo que se mostra forte cada vez mais, que cresce na virtude de seus membros, os verdadeiros.
Gostaria muito que todos fossem "contaminados" por esta força, estes valores, mas creio que nem o espiríto natalino consiga. :-)
Mas, certamente, vamos prosseguir mais seguros de que somos parte de algo que vale a pena ser vivido, de que não é em vão nossa entrega e convicção.
O bem sempre merecerá mais publicidade. O respeito sempre merecerá mais espaço. A virtude sempre merecerá todos os incentivos.
Agradeço a todos pelo apoio mas, acima de tudo, pela imensa contribuição que deram para esta sensação de orgulho e alegria de fazer parte de algo tão forte e bonito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Reflexão do Dia.

Muito se diz que a sub deve obedecer seu Dono quase cegamente (alguns omitiriam o "quase"). Mas é evidente que a sub deve confiar em seu Dono afinal a entrega pressupõe tal confiança.
Ainda assim, muito se oscila diante da ordem dada, diante da condução do Dono.
Mas se a sub aceitar ser conduzida (apresentada) a um novo universo, não conhecido por ela e que, muitas vezes, modifica a própria leitura da vida baunilha, pq questionar, duvidar, vacilar?
Quando partimos para novas descobertas, precisamos de guia, no BDSM este guia é o Dono, a sub se entrega ao Dom na expectativa de que vai se descortinar um universo novo cheio de novas leituras e abordagens. Mesmo sendo tão claro isto, são frequentes os casos onde a sub trava.
Para facilitar a reflexão, vamos eliminar da equação as relações oportunistas, maldosas e que não seguem os preceitos BDSM, nesses casos não é rebeldia e sim bom senso.
Existem as respostas fáceis: medo, insegurança, cultura, aprendizado, erro de condução, erro de leitura, circunstâncias, etc. Apesar de serem fáceis, não significa que não são verdadeiras, mas o intuito é ir mais longe, se aprofundar mais.
Afinal, o que faz uma sub travar diante de uma ordem/condução do Dono?