Páginas

domingo, 31 de janeiro de 2010

A Natureza feminina.


Freya Gallows
Upload feito originalmente por rich cirminello
De tão bela, pq forçar mudanças bruscas? Pq não só acentuar as virtudes e corrigir os defeitos ao invés de manipula-la?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Conceitos sobre condução.

Mergulho.

Na dominação Psicológica é fundamental que o Dom seja capaz de mergulhar na natureza de sua sub, conhecer o seu núcleo, aquilo que serve de base tanto pra mulher quanto pra sub.

Não só deve ser capaz, mas como deve empreender esforços sempre pra "penetrar" o que há de mais secreto na sub.

Quanto mais hábil for, e quanto mais informações colher, mais produtiva será a relação.


Sutilezas.

A relação de Dominação Psicológica é fortemente feita de sutilezas, movimentos suaves, objetivos e pensados que buscam um fim.

Mas feito de maneira nem sempre clara de início, cabendo a sub confiar, é como caminhar numa mata fechada, em algum momento vc chega a uma clareira ou mirante, e cabe ao Dom te conduzir até lá.

Sutilezas são uma constante, o que torna a viagem mais estimulante, mesmo que, eventualmente, cause medo, mas como eu já disse, medo é parte integrante da sub.


Manipulação.

A palavra manipulação tem dois contextos possíveis, é preciso cuidado ao usá-la, mas é fundamental entendê-la.

Se vc busca um fim, se têm objetivos e uma sub pra conduzir, vc usa de artimanhas para conseguir, com sutileza e movimentos pensados, vc vai abrindo caminho, manipulando ora o ambiente, ora a própria sub, até que ela finalmente se dê conta de sua capacidade, de seu sucesso.

Esta manipulação positiva jamais ignora o consensual, desrespeita seus limites, ameaça sua saúde ou te coloca em risco.

Os ganhos não são aos solavancos, vc cresce, evolui, aumenta seus limites (ou descobre que eles eram maiores do que vc pensava), mas de maneira suave e bem conduzida.

Neste caso, ambos ganham, pq estão dentro dos pressupostos da relação.

No entanto, a manipulação que visa o benefício exclusivo do "Dom" é ruim, pode machucar, deixar marcas.

A sub só atinge a plenitude dentro da relação com o tempo, quando poderá finalmente confiar em seu Dom, se entregar cegamente. Mas antes disto deve se utilizar de todos os recursos de comunicação (obrigatórios na DP) para se assegurar que a relação é consistente e séria.

A sub pode, a qualquer tempo, sair de uma relação onde ela não tenha ganho, que fuja de seus objetivos, que haja mentira, manipulação ruim, descompromisso, descuido. Diante de um Dom que ignora os preceitos BDSM, não deve pensar duas vezes, até pq deixou de ser BDSM.


Castigos.

Considerando as sutilezas da relação, podemos considerar que a Dominação Psicológica se assemelha a um jogo, conforme se desenvolve se atinge objetivos imediatos e se aproxima dos de médio e longo prazo.

Os castigos numa relação bem conduzida, onde os dois funcionam por química perdem o contexto tradicional e passam a compor ferramentas de aprendizado.

Tanto a sub quanto o Dom passam a induzir, sugestionar os castigos se utilizando de sutilezas.

Evidentemente cabe ao Dom perceber todos os movimentos e, tb com sutileza, considerando que é um jogo, mover suas peças, afinal, deixar de castigar algumas vezes por si só é um castigo.

Creio que os castigos efetivos, necessários são raros numa relação equilibrada, não vejo como útil forçar a sub a cometer erros para poder utilizar meu arsenal de castigos.

Claro, numa relação com forte influência sado, isto é padrão, é usual e até desejável.

Ma um Dom, diante de uma situação onde o castigo se faz necessário, não deve recuar, aplicando com justiça aquilo que considera proporcional ao erro, à falha.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Medo e a superação.


NIGHT
Upload feito originalmente por DAVIDOVSKY
O medo é bom pq nos mantém responsável.
Desconfie daqueles que dizem que são capazes de tudo, que dão conta de tudo, normalmente são eles que colocam tudo a perder.
Tudo na vida tem seu tempo, sua conquista, e se existe conquista é pq houve superação e, na maioria das vezes, superação de nossos limites e medos.
Provavelmente não existe uma companhia mais constante pra sub do que o medo, claro, com o passar do tempo ele diminui, mas estar nas mãos de outro sempre causa frio na barriga, desconhecer o que virá causa arrepios.
Mas é isto que faz a sub forte, superar seus medos, esar tremendo por dentro, boca seca, frio na barriga e assim que recebe a ordem, faz.
Mas faz não pq seja irresponsável, mas pq foi preparada, trabalhada pra isto, fora isto, tem a confiança que é conquistada na relação Dono e sub.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dedicação.

It arrives from above...
Não há processo de transformação que não seja assustador, pra isto, dedicação...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Humilhação, a dúvida.

É comum ler em blogs, perfis, comentários, na internet em geral conceitos sobre BDSM.
Eu, pessoalmente, acho uma bobagem pq sendo tão amplo, o BDSM abraça várias formas de se relacionar exigindo somente algumas condições, por exemplo, a presença de um Dominante e um subserviente que de maneira continuada respeitem três regras: são, seguro e consensual.
A partir dai, começam as particularidades de cada relação, mas algumas coisas são evidentes:
O fato de ser Dom não te dá autoridade sobre qualquer sub, disponível ou não;
A exigência de acordo;
O respeito a vida privada da sub;
Os cuidados com a saúde e segurança, etc.
Pena que apesar de óbvias, muita gente se esquece das regras, até para tirar melhor proveito pessoal.
Considerando que sob o guarda-chuva BDSM se encontram vários tipos de relacionamento, defini-los é mais que um atrevimento, visto que muitos elementos acabam se misturando, basta ver quanta relação sado tem elementos psicológicos ou de bondage, quantas relações psicológicas pegam emprestadas técnicas do sado, quantas subs experimentam a sensação de cadelas, etc...
Mas, concentrando no tema do tópico, qualquer definição de Dominação Psicológica que diga que humilhação é parte obrigatória é de uma limitação sem igual.
Para quem define assim, a simples falta de humilhação descaracteriza a Dominação Psicológica, quando se sabe que a humilhação faz parte quase obrigatória de outras práticas, menos da DP.
Evidentemente que um acordo pode prever a humilhação como parte da relação, mas não que seja uma exigência óbvia, assim como não é cabível o conceito de adestramento.
Só para desafiar os leitores, o que as palavras humilhação e adestramento lembram vcs?
A combinação das duas não remete a outro tipo de prática, onde elas são mais usuais?
Gostaria do comentário de vcs.