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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Humilhação, a dúvida.

É comum ler em blogs, perfis, comentários, na internet em geral conceitos sobre BDSM.
Eu, pessoalmente, acho uma bobagem pq sendo tão amplo, o BDSM abraça várias formas de se relacionar exigindo somente algumas condições, por exemplo, a presença de um Dominante e um subserviente que de maneira continuada respeitem três regras: são, seguro e consensual.
A partir dai, começam as particularidades de cada relação, mas algumas coisas são evidentes:
O fato de ser Dom não te dá autoridade sobre qualquer sub, disponível ou não;
A exigência de acordo;
O respeito a vida privada da sub;
Os cuidados com a saúde e segurança, etc.
Pena que apesar de óbvias, muita gente se esquece das regras, até para tirar melhor proveito pessoal.
Considerando que sob o guarda-chuva BDSM se encontram vários tipos de relacionamento, defini-los é mais que um atrevimento, visto que muitos elementos acabam se misturando, basta ver quanta relação sado tem elementos psicológicos ou de bondage, quantas relações psicológicas pegam emprestadas técnicas do sado, quantas subs experimentam a sensação de cadelas, etc...
Mas, concentrando no tema do tópico, qualquer definição de Dominação Psicológica que diga que humilhação é parte obrigatória é de uma limitação sem igual.
Para quem define assim, a simples falta de humilhação descaracteriza a Dominação Psicológica, quando se sabe que a humilhação faz parte quase obrigatória de outras práticas, menos da DP.
Evidentemente que um acordo pode prever a humilhação como parte da relação, mas não que seja uma exigência óbvia, assim como não é cabível o conceito de adestramento.
Só para desafiar os leitores, o que as palavras humilhação e adestramento lembram vcs?
A combinação das duas não remete a outro tipo de prática, onde elas são mais usuais?
Gostaria do comentário de vcs.

2 comentários:

Isa disse...

Perfeito o texto....

Louize disse...

Adestramento me remete imediatamente ao tratamento com animais, e humilhação à situações que tendam diminuir o indivíduo sem que a ação seja consensual.

Lindo e completamente esclarecedor o texto, Mestre.

Sua Louize.