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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O "Clube".

Engraçado como tanta gente comete erros enquanto frequenta o "clube".
Em todo clube existem regras, as mais relevantes afixadas na porta, com o BDSM não é diferente, com uma vantagem: clareza.
Na porta uma plaquinha diz: são, seguro e consensual.
Quantos clubes tem regras tão crisalinas? No entanto, a maioria acaba por ignorar e, consequentemente, se dar mal.
A principal delas, pra mim, é o consensual, e é justamente a mais desrespeitada.
O que vemos de "doms" querendo dar ordens, querendo marcar sessões no fim de semana, distribuindo coleiras e de subs sendo induzidas a acreditar que são de fatos "subs" quando na realidade só tem fetiches criados em cenas fortes de filmes e livros.
Leiam a plaquinha, qualquer pessoa minimamente inteligente entende o que as palavras querem dizer, ninguém pode ou tem o direito de mudar as regras, afinal, elas são a garantia maior do BDSM.
Claro, é possível que no primeiro contato ocorram testes, mas são testes, e o andamento deles deve ser consensual, mesmo que seja um consensual silencioso.
Como estabelecer um consensual sem conversar? Impossível. É por isto que estamos num clube, para nos conhecer, saber um do outro, conhecer as várias vertentes, tentar desenhar o que nos apetece e o que nos desagrada, tentar encontrar quem nos guiará ou quem guiaremos.
O bom senso, a experiência, a sensibilidade ou a intuição pode facilitar os contatos, te direcionar, acelerar até, mas sempre buscando o acordo, definindo bem os limites, mesmo que você suponha não ter nenhum.
Seguindo direitinho as regras do clube, sem ser levado pela excitação natural que toma os frequentadores, seremos felizes adeptos de uma linda filosofia e prática. Se vc não pertence ao clube, fique a vontade, mas não insista em mudar as regras, em querer criar suas próprias, somos fortes quanto mais firmemente defendemos nossas crenças, se você tem só um fetiche, pode aprender algo no clube, mas não tente impor sua visão pessoal às outras pessoas, criticar, confundir...
É muito bonito a liberdade de escolha que temos e devemos respeitar estas variações, todas as possibilidades existentes, mas se não for para você, se você preferir algo eventual e não contínuo como prega o BDSM, colha algumas dicas e viva seus fetiches, seja feliz, não é isto que todos buscamos?
Na próxima, leia a plaquinha e siga a risca, aposto que os riscos diminuirão bastante.

3 comentários:

{Nanda}_A disse...

Corretissimo...
Infelizmente o que vemos, é uma banalizaçao do BDSM
Não se analisa se quer ou nao isto para si, mas sim a moda que virou... o sexo apimentado, ou a desculpa para realizar um fetiche...
Nao que todos os fetiches nao devam ser realizados... eu particularmente acho que devemos realizar absolutamente todas as nossas vontades...
no entanto ser ou estar BDSM é uma diferença grande!

Saudaçoes

Joy disse...

É essa a raiz da minha decepção atual. Não encontro quem seja capaz de me ajudar a definir se quero apenas realizar fetiches ou se sou realmente uma submissa. Pessoas que me conhecem dizem que eu não deveria ter essa dúvida. Mas como saber, se não encontro um Mestre sério? O que tenho visto por aí, são pseudo Doms/Mestres/donos/tops, todos à procura de sexo quente e fácil.
Ninguém quer ser BDSM, apenas brincam de.
Eu confesso que estou cansada. Não sei se vale a pena continuar a busca. Talvez seja o momento de recolher, me esconder. Ficar quieta. Até que alguém que mereça e saiba conduzir minha entrega me encontre.

Joy

Joy disse...

Obrigada pela visita! Fiquei feliz!
Não, não pretendo desistir assim fácil. Tenho meus momentos de profunda irritação, mas já cruzei a linha e acredito que não dá para voltar, só para evitar, mas aí é tão sofrido!
Continuo em minha busca. E, se preciso, me reinvento mais uma vez.
Meus respeitos.