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quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Conversar...

As duas últimas postagens se complementam mas, deixam margem. Nem mesmo o comentário que fiz conseguiu fechar o tema, por isto, complemento aqui o que foi dito.

Habitualmente, quando conversamos com os filhos ou qualquer cirança com o intuito de orientar, abrir uma discussão ou uma reflexão, falamos de nossa experiência e vivência mas preservando, quando conveniente, nome e datas mais específicos.
Desenvolvemos a habilidade de contar histórias sem perder o conteúdo.

Num comentário feito numa postagem anterior, falo justamente disto, quando falo de passar experiência não significa saciar curiosidades sobre intimidades, nomes ou qualquer coisa que seja irrelevante do ponto de vista de experiência.

Tb não sugiro abrir o livro de nossas vidas e expor abertamente, até pq existe tb a autopreservação.
 
Mas supor que uma história não pode ser contada a partir da omissão de nomes, situações, momentos e etc é de um simplismo que beira a mera provocação.
 
O que de fato sugeri é, dentro de uma narrativa ética, adequada e respeitosa, passar à frente as experiências que vivemos, cabe a quem ler ou ouvir aproveitar ou não e, sinceramente, sinto que cumpri meu papel independente do uso que vai ter.
 
Viver é como uma viagem, quando melhor for a composição da bagagem, mais tranquila será. Mas se ainda assim vc preferir ignorar os recursos que tem, é do livre arbítrio de cada um, existem várias formas de se aprender.
 
Costumo dizer (percepção baunilha da vida) que temos ao menos três formas de aprender: Observando, conversando e vivendo.
 
Sempre destaco que sou um observador, mas tenho outra característica que se soma a anterior, adoro conversar. Por um motivo óbvio, além de prazeroso, é sempre muito construtivo.
 
E é justamente conversando de maneira agradável, com os devidos cuidados que, certamente, vc estará contribuindo de alguma maneira com quem começa a dar os primeiros passos no universo BDSM o que, evidentemente, não autoriza ninguém a ser invasivo visto o desconforto que isto causa.
 
Espero ter deixado mais claro, afinal os textos compõe um conjunto de postagens onde falo de cordialidade, aprendizado, proteção do meio, respeito, amadurecimento, etc.
 
É a visão que tenho, um ambiente de boas conversas, onde todos saiam ganhando.
 
Pra finalizar, deixo uma provocação: Uma relação BDSM madura não deixa feridos.

2 comentários:

{Λїtą}_ŞT disse...

Prezado senhor... saudações!

Quero deixar claro que entendi perfeitamente seu ponto de vista na postagem anterior e também sua boa vontade em explicar-se de forma a se fazer melhor entendido quanto à sua colocação.
O que expus no meu comentário refere-se a mim, nada contra quem queira contar suas experiências e vivências negativas em blog. No meu caso apenas expus os motivos de quem não faz isto, baseada em experiência própria e da experiência de algumas pessoas com quem convivo.
Acredito firmemente que sua iniciativa seja muito iluminada e cheia de boas intenções.
Quanto a relações maduras, respeito mais uma vez sua opinião, mas discordo. Relações que envolvem sentimentos, sejam BDSM ou baunilha, trazem, invariavelmente, algum desconforto ao terminar, dependendo dos motivos.
A maturidade vai ajudar muito nesse momento, inclusive para pesar as próprias responsabilidades nisso, mas não impedirá a dor.
Parabenizando-o pelo espaço e reflexões, despeço-me...

{Λїtą}_ŞT

silenciosa sub disse...

Senhor Eros

Ao meu ver, mesmo sendo séria e madura, pode haver sim algum ferido no término ou durante o relacionamento..
Porém, creio também que sempre haverá um "remédio" ou uma brecha para que a ferida se cure se não de imediato, ao menos a longo prazo.

Respeitosamente,

ss