Afinal, o que quero pra mim?


Escape
Upload feito originalmente por Eros, O Dom.
Muita gente entra no BDSM com conceitos fechados ou acaba sendo induzida a crer que sua opinião e vontade não contam.
Oferecem um cardápio no qual vc deve se encaixar.
Infelizmente muita gente cai no conto e acaba desistindo ou vivendo um BDSM amarrado, restrito e longe do consensual.
Mal comparando, o BDSM seria um clube com um portão de entrada que logo ressalta através de uma placa que ali dentro três regras devem ser seguidas: são, seguro e consensual. Regras que valem para todos, justificando exclusão daqueles que desrespeitam as regras.
Todos são bem vindos, não há grandes formalidades a serem seguidas por quem frequenta, respeito e educação, bom senso, um ambiente agradável mas que eventualmente oferece cenas "fortes" para estômagos fracos.
Próximo da portaria um imenso "mercado", apesar de permitir visitas, as aquisições devem ser feitas em pares ou grupos, desde que haja a presença de pelo menos um Dominante.
Distribuídos por imensos corredores e prateleiras temos vários "produtos", em doses e quantidades variadas, algumas sessões mais específicas, espaço com variedades, etc.
Em pleno processo de negociação, é definido a quantidade de cada coisa, o que é aceito ou não, vai se montando um perfil, se ambos concordam com a composição do "Carrinho de compras", temos um acordo que estabelece uma relação que jamais pode escapar dos termos definidos, exceto quando, de comum acordo, os limites são alargados.
Compras feitas, saindo do imenso mercado, é hora de viver o BDSM, seu BDSM, com segurança e satisfação para ambos.
Evidentemente o clube estará atento a distorções, mal uso dos produtos, sub utilização, etc.
Mas nem sempre chegará a tempo de evitar o pior, por isto use de bom senso ao entrar no clube, fique atento, componha de maneira adequada e responsável seu acordo e seja fiel e dedicado a ele.
Evidentemente aqui utilizamos uma figura, imagens com o intuito de facilitar o entendimento, alguns discutirão o uso de certa imagem aqui, ali. Por exemplo, o BDSM não é um mercado, e nem foi esta a minha intenção criar tal associação, o objetivo é mostrar que o BDSM não cabe num cardápio, que cada praticante, que cada relação estabelecida tem sua medida e dosagem, e que isto se estabelece a dois durante a negociação, em busca do consensual.
BDSM não é engessado e devemos respeitar suas vertentes, combatendo somente o uso abusivo ou mentiroso de nossos conceitos.

Comentários

Nanda disse…
Como sempre Senhor, perfeita suas colocações...
Ainda que não se trate de um mercado, as negociações entre as partes e principalmente as ressalvas quanto a direitos e deveres devem estar sempre bem definidas e tambem informação nunca é demais neste "mundinho".

Saudacoes
Joy disse…
Perfeito.
Eu sei que incomodo quando questiono. Talvez o fato de conhecer algumas das "regras" do jogo assuste aos que estão decididos a ignorar o básico: SSC.
Não abro mão. Tenho meus deveres e direitos, mas aquele que se pretende ser meu Dono também os tem. E eu vou cobrá-lo, sim.
Há quem considere contratos uma bobagem. Eu mesma achava isso. Mas ter anotado o que foi acordado nunca é demais, especialmente no início.
Existem pessoas que esquecem muito fácil o que se comprometeram a cumprir. É bom ter algo que as faça lembrar.
Devemos negociar, sempre. Devemos ter respeito por nossas regras. E, especialmente, devemos afastar aqueles que as ignoram.
Como em qualquer clube, qualquer associação.

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