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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Souvenir

Vou fazer aqui um comparativo sobre as dificuldades de escolha dentro do BDSM. Espero que compreendam que é um exercício, portanto, sujeito a falhas, qualquer aperfeiçoamento será bem vindo.

Vamos nos imaginar como clientes em uma loja de souvenir, observando todos aqueles objetos, cada um com uma característica pessoal, um detalhe que chama a atenção, algo que o torna especial.

São vários, de diversos tamanhos e estilos, todos atraindo por suas peculiaridades, no entanto, não podemos levar todos, não podemos possuir todos.

É necessário escolher, utilizar algum critério e ai começa nosso desafio.

Muitas vezes critérios óbvios já eliminam algumas possibilidades: grande demais, pequeno demais, pesado demais, leve demais...

Buscamos então por afinidade, algo que componha bem o ambiente, que se incorpore naturalmente ao que já temos e gostamos, mas...

O diferente tb atrai, pequenas diferenças e variações são desafiantes, aumentam a dificuldade da escolha, perceber nas diferenças aquilo que pode ser semelhante, afinal, não adianta ser o oposto do que aprendemos e sabemos lidar, falamos aqui de pequenas diferenças, novos toques, abordagens daquilo que gostamos tanto.

Chegamos a ficar desorientados, vamos reduzindo a lista, mas vira e mexe a gente repensa, troca, modifica...

Observamos mais, tentamos entender melhor, nos aprofundar para fazer a escolha bem feita.

Algumas peças apresentam pequenas imperfeições, mas são tão bonitas... Nada que pequenos retoques não resolvam.

Outras sofrem pelo descuido ou abandono, mas o olhar cuidadoso percebe a beleza e o refinamento da peça, sabe que com os devidos cuidados a peça retoma o brilho, a vida.

Algumas outras peçam saltam aos olhos, são magnéticas, perfeitas, certamente seria sua primeira escolha, mas ao simples toque se desmancham... Decepção...

O cliente mais acostumado sabe das armadilhas e com faro refinado segue a sua busca.

Muitas vezes a peça favorita dele, entre todas, é impossível de se possuir, naquele momento não cabe, é preciso paciência, esperar por uma nova oportunidade, criar espaço e condições pra então tê-la entre suas posses.

Algumas peças brilham de tão novas, falta ainda a riqueza que o tempo dá, resta saber se vc tem recursos pra poder tornar a peça melhor, afinal, elas exigem cuidado e atenção senão se perdem...

Algumas peças sofrem o oposto, muitas mãos descuidadas danificaram a peça, elas precisam de mais cuidado, um toque especial pra retomar a boa e velha forma.

Algumas tiveram uso diverso daquilo que eram destinadas, tiveram seu uso desviado, taça que viram copos, jóias que viram peso de papel, livros que viram apoio de mesa... É bom trazê-las de volta ao seu universo, tão maltratadas mas que nunca perderam a fé.

É importante na escolha pensar se vc realmente pode ser útil, se vc realmente vai fazer justiça com a peça adquirida, se haverá espaço e recursos pra se dedicar.

Quando fazemos escolhas ruins, e estas podem ter variados motivos (momento, oportunidade, preparo, condição, espaço, etc.), podemos danificar a peça, tirar dela o brilho próprio, aquilo que a torna especial.

É como peças de engrenagens, se combinamos as peças erradas, só gera desgaste , no fim, perda.

Observem que, com as devidas adaptações, estou falando de escolhas que servem pra Doms e subs, nesta “loja” complexa, deixamos passar muita coisa, perdemos muitas oportunidades, fazemos escolhas difíceis sujeitas a erros e acertos.

Certamente deixei escapar algo, mas isto mostra como a escolha é difícil e, nem sempre, deixar de ser escolhida significa que vc não está a altura, ao contrário, muitas vezes lamentamos não podermos escolher nosso souvenir favorito.

Tudo tem o tempo certo, a hora certa, paciência é uma virtude muito apreciada no meio, enquanto isto, trabalhemos... Logo chegará a hora de possuirmos o souvenir tão desejado.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Postura.

Shackled Nude (10773), upload feito originalmente por Rubin Pedro.
Se fala de servir como se fosse o mais importante, como se servir transformasse alguém sub.
O que transforma e revela é sua POSTURA.
Servir, é a parte mais fácil.
Obedecer, chega a ser corriqueiro.
Ter POSTURA é o que faz uma sub.
Não é o servir que faz uma sub.
Não é obedecer que faz uma sub.
É possível uma mulher ou um homem servir, obedecer.
Isoladamente, circunstancialmente.
Mas nada disto farão deles submissos.
O que difere a sub do resto, além do servir e do obedecer, é a POSTURA.

sábado, 27 de novembro de 2010

O Caçador.

Pencil drawing, upload feito originalmente por Uriolus.
Existem misturados a nós pessoas que são caçadoras. Elas se infiltram, agem como nós, inseridas no meio e bem camufladas, mas tem como intuito unicamente um benefício pessoal.
É preciso ficar atento, mas considerando as habilidades do bom caçador, é quase impossível identificar um até que o estrago seja feito.
Muitas vezes eles surgem do nada, se apresentam como se tivessem um longo histórico (provavelmente até tenham, mas de vítimas), são sedutores e envolventes, apresentam certa consistência na abordagem e postura.
Como eu disse antes, eles se incorporam de tal maneira que mesmo o olhar mais atento não consegue perceber.
No entanto, logo que conquistam suas vítimas eles começam a aplicar o “golpe” fatal, envolvidas, elas começam a fazer parte do universo dos caçadores, seguindo as regras por ele impostas, acreditando serem verdadeiras, mesmo que o bom senso indique o contrário.
O caçador pode ter desde um objetivo imediato ou até mesmo um a longo prazo. Quando a caça se der conta, já caiu na armadilha e está recolhendo os cacos. Outras vezes a caça passa por um longo processo onde é consumida, presa a teia, vai se doando, se entregando, se fragilizando, se tornando dependente, dificilmente ela sairá por conta própria, o mais comum é o caçador buscar nova vítima e a caça se verá dependente daquilo que tanto mal lhe fez. Desorientada e sem rumo.
Perceba que o caçador primeiro observa, fica a espreita, escolhe sua caça pelo que ela permite revelar, depois se aproxima como quem não quer nada, se adaptando ao cenário, vai se fazendo presente, envolvendo num ambiente sedutor e confortável, tudo tão encantador que o bom senso da vítima deixa de existir.
Quando a vítima comenta com alguém, fala das coisas boas e, costumeiramente, omite aquilo que pode colocar em dúvida a situação que está vivendo, a última coisa que se quer ouvir é alguém falando de riscos, de que está cometendo um erro, etc. E o maior erro da caça é se sentir capaz de identificar um caçador em ação. O caçador te desarma, elimina sua prudência sem vc se dar conta, e todos os amigos de longos anos se tornam somente ameaças ao feliz casal que se formou.
O caçador tira tudo que puder de sua vítima, hipnotizada, ela nem se dá conta. No final, o caçador larga a vítima desorientada e sem rumo, certamente já tendo nova caçada pra iniciar, uma nova vítima, uma nova identidade, um novo objetivo.
Quanto mais vítimas ele coleciona, mais refinado e bem sucedido fica o estilo, muitas vezes até diminuindo os danos causados, deixando a caça com a impressão de que a falha foi dela, de que perdeu uma grande oportunidade, o caçador agora consegue reverter os papéis, sai bem da cena mantendo uma “lista” de vítimas que acreditam que foram seus erros que afastaram o nobre caçador e ainda se sentem em dívida por terem falhado, o caçador agora forma uma “poupança”, uma reserva a qual pode recorrer quando quiser.
Vida que segue, os caçadores continuam vivendo entre nós, fazendo novas vítimas, alcançando seus objetivos, histórias são esquecidas, perdidas por vergonha de quem caiu na lábia de um caçador.
Para finalizar, observem que no BDSM o caçador não é necessariamente um “dominante”, observem tb que alguns caçadores não querem causar grandes danos, um pouco de aventura e adrenalina, sexo diferenciado são bons motivos pra se ir à caça e, muitas vezes, não existem vítimas visto que algumas pessoas aceitam o papel de caça por conveniência e até cumplicidade.
Cabe ressaltar que muitas vezes falta algo que muito tem sido dito até aqui neste blog, nos diversos comentários recebidos, a humildade de ouvir, se aconselhar, se cercar de pessoas de confiança que possam ajudar.
De nada adianta termos a capacidade de sermos solidários no apoio, orientação e conselhos se não formos capazes de ouvir, de aceitar.
Falo muito de cordialidade BDSM, isto não pode ser um mito, pq é justamente esta cordialidade que nos faz fortes e diminui a chance de termos entre nós caçadores sem escrúpulos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Universo das subs.

Já escrevi aqui antes sobre o mesmo assunto, mas vou tentar me aprofundar.
Sempre recomendo às minhas subs que tenham o máximo contato possível com outras subs, é interessante observar que a maioria prefere ter contatos com Doms na busca de aprendizado, entender melhor o BDSM.
Eu sempre recomendo agregar novas fontes, quanto mais, mais ampla será a discussão e as oportunidades de se trabalhar o aprendizado. Vejo com bons olhos esta busca de informações, de se ter uma ampla rede de contatos, desde que com o devido filtro e sabedoria.
Tb já observei que muita sub, mesmo as mais antigas, falham aqui e ali em alguns conceitos, posturas, coisas que não são de perfil de uma relação, mas são o próprio BDSM, falhar naquilo que é pressuposto básico do BDSM é algo que põe a pensar, ainda mais quando se trata de sub com reconhecida experiência.
Vamos juntar os dois fatos: contatos entre subs e entendimento do BDSM.
Vejo muitas subs, iniciantes ou não, cometendo deslizes, pequenas falhas, mas com ampla rede de "amigas", e nenhuma delas é capaz de dar um alerta, uma dica, conversar, explicar, corrigir.
A rede serve mais pra passar a mão, proteger, aceitar, acomodar.
Erros grosseiros passam em branco, acabam sendo reafirmados pq ninguém, absolutamente ninguém do universo das subs é capaz de ter uma conversa com quem errou, só troca de elogios, apoios, etc.
É assustador, pq pensando o BDSM como um grupo de pessoas reunidas por afinidades e, consequentemente, todos embuídos de termos o melhor ambiente, o melhor entendimento, a sanidade e o bem estar necessário, vc vê pouca gente realmente dando contribuições efetivas pra isto, e as que fazem se desgastam, são comuns as reclamações dos que tentam dar um pouco de equilibrio ao meio.
Sempre digo que ser submissa é lidar com o desconforto, mas quantas realmente estão dispostas a ter uma conversa produtiva com outra submissa quando ela erra, comete um deslize ou tem um entendimento errado sobre determinado tema? Quantas, efetivamente, fazem trocas produtivas de informação ao invés de fofoquinhas sobre A, B ou C?
Se fala tanto em reconstrução, acho que devemos começar a falar de construção, de construir subs que entendam o BDSM, como funcionam suas relações, o que é cabível ou não.
Vou reforçar aqui que estamos falando de BDSM, não da individualidade das relações estabelecidas, acima das relações, está o BDSM. Existe o BDSM e existe aquilo que é próprio da relação. Precisamos valorizar o BDSM, assim permitiremos que cada um viva melhor as individualidades de suas relações.
As subs tem grande contribuição a dar quanto ao entendimento do são, seguro e consensual. A compreensão do servir, pertencer, se entregar. A manter a cordialidade do meio.
Não é possível que se veja subs próximas, de suas relações cometendo erros, se expondo desnecessáriamente, se envolvendo em situações inadequadas e simplesmente passar a mão, dar um carinho, oferecer apoio.
É a contradição ao extremo, vc vê uma pessoa querida afundando nos próprios erros e vai lá dar apoio, dizer que ela está certa, dando força, incentivando?
Apoiar sim, o aprendizado, o crescimento, o entendimento do que é BDSM, de como funciona, alertando pra riscos, direcionando pro caminho certo.
Existem pessoas maravilhosas, de grande futuro no BDSM, totalmente desorientadas pq ninguém, ou poucos, são capazes de dar um carinho em forma de orientação, de sugestão.
Afinal, de que serve ter dez anos de submissão se tudo que sabe fica restrito à vc? Somos caixas lacradas, impermeáveis a tudo? Não produzimos trocas? Nada entra, nada sai?
Tem cenas que não condizem com o bom BDSM. Vc vê uma sub afagando a outra que cometeu um erro terrível, mas ao invés de falar do erro, tentar corrigir, vc apóia, faz aprecer que está tudo bem, o erro em si nem é abordado. Fico imaginando o pensamento interior: "Coitada, tão inocente, vai se dar tão mal neste universo BDSM, mas ela é tão fofinha, bonitinha, deixa ela seguir o caminho dela, logo descobrirá, a duras penas, a realidade..."
Com eu já citei em outra postagem, "mineiro só é solidário no câncer".
Será que tb vale pras subs?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Masoquista Emocional.

Lost Soul
O masoquismo emocional ultrapassa os limites do BDSM. Eu diria que é, inclusive, difícil de enquadrá-lo no BDSM visto alguma de suas peculiaridades.

Antes de mais nada, não se pretende aqui definir o assunto, dar-lhe aspecto final, ao contrário, o intuito é abrir para ampla discussão.

Creio que seja fácil saber do que se trata esta postagem: pessoas que apreciam o sofrimento emocional, que buscam em suas relações todos os desdobramentos possíveis da dor emocional.

Um bom começo pra quem pertence a este grupo, é se reconhecer, é se assumir.

Muitos de nós tivemos ou temos a oportunidade de conhecer pessoas que experimentam isto em alguma intensidade, que buscam "conforto" no sofrimento.

É óbvio que cada um tem uma busca, um nível, um limite, acho que muitos de nós em algum momento da vida já passamos por isto, acentuando um sofrimento, uma dor, o difícil é saber qual é o nível de interferência, de manipulação dos fatos pra se obter como resultado o sofrimento esperado. Chega a tal ponto que tudo fica confuso e as coisas extrapolam, sendo muito mais danoso do que se espera.

Afinal de contas, como em toda relação, o masoquista emocional precisa de parceiros pra ter resultados efetivo. É ai que chegamos à encruzilhada, quem topa ser parceiro numa relação assim?

Desenvolvendo deste ponto, surge a minha dúvida se é realmente BDSM, visto que o BDSM pressupõe uma figura dominante numa relação consensual, mas para o masoquista emocional, muitas podem ser as fontes de sofrimento, situações ou pessoas que, em sua maioria, não compactua com isto.

Observem que o comportamento que caracteriza o masoquista emocional é largamente encontrado na vida baunilha, pessoas que tem "apreço" pela dor, sofrimento, angústia, etc.

Ou seja, o masoquista se prende a um fato e/ou pessoa, busca uma situação que possa alimentar sua dor, e quem se vê envolvido no processo descobre que não há nada que possa fazer pra sair da "armadilha", que pode se tornar, muitas vezes, uma espiral sem controle que arrasta tudo a sua volta, inclusive os inocentes, sendo que o próprio "autor" não deixa de ser vítima do processo.

Por fim, analisando pela ótica BDSM, temos a figura da sub sem Dono, em virtude da ausência de uma relação consensual, o "Dono" pode ser uma situação ou pessoa envolvida no emaranhado criado pra ter como único resultado possível a dor.

Quando digo que um bom começo é a pessoa se reconhecer como tal, significa que a partir do momento que isto ocorre, ela deixa de punir ou envolver outras pessoas de maneira prejudicial, cada um com a sua dor, já diz o ditado.

Conheci algumas subs que se enquadravam nesta definição e que amadureceram muito a partir do momento que se entenderam, passaram a lidar melhor com seu "Eu" e com os outros, antes "culpados".

Não acho que o caminho seja neutralizar este comportamento, mas canalizá-lo, da mesma maneira que ocorre em todas as práticas BDSM.

Não me pergunte como, não ousaria tanto.

O objetivo deste texto é provocar uma reflexão em que não compreende e nos que são masoquistas emocionais, não é necessário manter relações tensas e difíceis só pq não entendemos o que se passa. Existem pessoas maravilhosas que passam ou já passaram por isto e só precisam se encontrar, se reconhecer, se entender.

Não existe demérito em se aceitar, não se torna menor, ao contrário, afinal, todo o BDSM exige de nós coragem pra lidar com nossos medos, se aceitar e aprender a lidar só nos engrandece, fornece respostas (nem todas), apazigua o coração e nos permite seguir em frente.

domingo, 24 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A Verdadeira Desconstrução.

A verdadeira desconstrução é a capacidade que o Dom deve ter de devolver sua sub a vida baunilha diariamente, depois de cada contato, sem que haja dano ou dependência.
Ao devolvê-la, que ela tenha ganhos de maturidade, confiança, segurança, jamais o contrário.
Que ela transite tranquilamente entre o BDSM e a vida baunilha, conduzida por seu Dono. Esta é a verdadeira desconstrução.

sábado, 9 de outubro de 2010

Desabafo de uma sub.

Olá, é minha primeira vez em teu blog. Leio e busco algo no meio há uns bons 15 anos, na realidade... hj refletindo sobre minha vida, notei que desde criança já experimentava certo interesse. Enfim... Tu sintetizastes em teu texto bem o q venho observando. Antes era algo super sigiloso, pessoas escolhidas a dedo e SDMS era super sério. Hj tá essa suruba geral, uma putaria descabida... desculpe os termos mas ñ consigo achar outros. E, sinceramente, vendo o q rola por aí, acho q estava melhor antigamente. Tenho mil dúvidas e curiosidades, mas não me atrevo a dividí-las pois a maioria que se auto-intitula Dom, Sub, Escravo,etc nunca sequer leu 1 livro mais "técnico" sobre o assunto, ñ conhecem metade dos termos, ou sequer vivenciaram algo verdadeiro. SDMS ficou resumido a um swing sem limites. A primeira coisa que te perguntam é teu tipo físico, avaliam dos pés à cabeça se és gostosa, depois se topas fazer de tudo sem camisinha e grupal e pergunto: Cadê a essência da história... o q te levou até ali,etc?? Ao menos aqui no Brasil está assim, essa confusão geral.Ou eu estou muito errada no que entendo por SDMS... ou realmente ta brabo. Pq pra mim SDMS sempre foi muito mais que sexo... sexo era a recompensa ou perto disso, mas nunca o principal. O foco eram os limites, o conhecimento e crescimento mútuo, algo muito mais profundo e psicológico. Desculpe a indignação e desabafo..to é cansada de tanta falcatrua e triste por ver que só no exterior poderei achar minhas respostas.

Íris...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Limites.

Sunrise, upload feito originalmente por _AphotoR_.
Se aceitar submissa, eu já dizia, é lidar com o desconforto. É incompatível com a submissão ter medo. É incompatível com a submissão ter limites rasos.
Não há a mínima possibilidade de vivenciar a submissão e a entrega quando ela é feita em zona de conforto.
É preciso aceitar que a superação é parte integrante da sub, ela vive em função da busca pelo crescimento, avanço.
Em tese, diante da sub se apresenta o infinito.
Limites sim, mas novos limites, dentro da sensibilidade do Dom e da leitura que faz de sua sub.
São sutilezas que estabelecem a caminhada.
Mas quando, de antemão, só se enxergam barreiras, obstáculos, é melhor nem adentrar ao universo BDSM.
A própria decisão de se tornar sub já exige coragem, todo nós envolvidos com BDSM lidamos com nossos medos e limites.
Aceitar isto e ter a força que nos impulsiona pra frente nos faz especiais, nos faz BDSM.
Muitos são submissos ou Dominantes na vida baunilha, mas só pertencem ao BDSM aqueles que caminham convictos em busca de sua realização. O BDSM não permite caminhadas vacilantes, indecisas. Exige de nós envolvimento, entendimento de nossas naturezas, sabedoria pra entender que fazemos escolhas e aceitamos riscos, que sem isto, é baunilha.
Fiquem em casa os que tem medo de viver, felizes somos nós que fazemos parte do BDSM.

 
Um brinde à todos os corajosos e ousados membros do BDSM.
:-)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Descontrução?

Não acredito que relações de Dominação Psicológica bem sucedidas exijam, ao fim do compromisso, uma desconstrução.
Toda construção bem feita permite transitar com segurança, define entradas e saídas sem caminhos tortuosos.
Uma relação bem sucedida cria uma sub forte, madura e capaz de lidar com os desafios dentro e fora do BDSM.
Fora isto, mesmo que a relação termine, normalmente por impedimentos alheios a vontade de um ou dos dois, haverá espaço para florecer uma amizade baunilha, afinal, ombro amigo nunca precisou de condições pra estar disponível.
BDSM e Dominação Psicológicas visam saciar o que a natureza pede, devem ser relações saudáveis e positivas, relações de ganho, que proporcionem satisfação e felicidade, se estamos discutindo desconstrução, é sinal que algo está errado, não se desconstrói algo que foi positivo e, mesmo após terminado, produz ganhos e, no mínimo, boas e deliciosas recordações.
Ou estamos nos esquecendo do São, Seguro e Consensual? Falar em desconstrução não soa como afirmar que algo fugiu disto?

domingo, 3 de outubro de 2010

Aprendizado.

Quando algo te parecer confuso, indefinido ou incerto, recorra ao seu aprendizado.
Toda a sabedoria que vc precisa para lidar com as diversas situações está no aprendizado de sua vida como sub.


Obs.: Desde que tenha bebido nas fontes certas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Virtude.

A virtude do Dominador não é saber prevalecer, mas merecer a condição de Dominante.

sábado, 4 de setembro de 2010

A Submissa

Assim mesmo, iniciada com maiúscula. Quem teve uma assim, sabe que ela merece.

Quando negociamos, até podemos ter a intuição, talvez um vislumbre do que temos ali, diante de nós.

Depois começa a convivência, dentro das limitações de cada um e começam as descobertas.

Passo a passo a relação cresce, e vc vai percebendo a jóia que possui.

A bela sub passa a ser moldada e vai te dando respostas, algumas até além do que vc espera.

Vc acompanha os momentos de medo, dúvida. Percebe quando está excitada, ansiosa. Divide os momentos onde o Dom dá lugar ao amigo.

A sub vai crescendo diante dos nossos olhos, e vc com todo apuro e zelo vai cuidando de cada fase.

Algumas vezes algo dá errado, a vida baunilha ou algo mal resolvido ou entendido, muitas vezes a sub se esvai entre seus dedos, mas a reconquista é tão ou mais saborosa quanto a conquista.

A relação se fortalece e a primeira sessão urge, pede pra acontecer. Tudo parte do pressuposto que a sub está pronta, é algo que não se apressa.

Mas nada elimina a tensão, a noite mal dormida, o frio no estômago. São tensas as horas que anteriores a uma sessão, por mais que vc a tenha preparado, ela deve passar por isto.

Chega o dia, a sub tensa e ansiosa diante de vc, se espera a hora certa de começar. Um carinho, um afago: Vc está pronta?

A sessão começa e parece infinita de possibilidades, a sub desabrocha na sua plenitude.

É um magnífico espetáculo, uma dança onde vc só é personagem condutor, quando tudo que vc preparou se revela ali, de tal maneira que te choca, surpreende, encanta.

No instante em que é possível respirar, vc se dá conta da Sub que que te serve ali, a Sub que te PERTENCE, é o melhor momento do Dono.

Quem teve uma Sub assim, sabe o que estou dizendo, sabe do orgulho que dá possuir o diamante tão bem lapidado, que numa fração impossível de se medir, te obedece, se entrega, como se nada mais existisse.

Não há nada mais belo no universo BDSM do que uma Submissa de verdade, se vc é uma, parabéns, se possui uma, meus cumprimentos.

Algumas vezes esta sub vira memória, mas a história que ela construiu jamais se perde, a sub continua viva, baunilha, mas viva.

Um brinde a todas as Submissas, mesmo as ausentes, que o universo baunilha teima em levar de nós.

;-)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O que é uma sub com Dono, mas sem coleira?

É uma situação inusitada, sem dúvida. Mas o que causa tal fenômeno?

Bem, acho que N razões podem ser levantadas, mas meu foco é outro.

É conhecido por todos, mesmo os iniciantes, que toda relação no BDSM deve ser consensual, assim como toda a relação deve ser cordial.

Como o BDSM é complexo, cheio de variáveis, se chegar a um acordo que leve a se estabelecer uma relação é complicado, mas é essencial percorrer estes caminhos para que não haja frustração e a relação seja plena.

Outro aspecto distinto do BDSM é que as relações são e devem ser maduras, ou seja, não devemos passar por cima daquilo que consideramos relevante pra se estabelecer relação, não devemos nos abrigar em uma relação que, sabidamente, não completa aos dois.

Partindo destes pressupostos, os adeptos do BDSM mantém relações cordiais e respeitosas, mesmo quando anteriormente viram suas expectativas frustradas por falta de um acordo, mesmo que não haja coleira unindo os dois.

É fundamental respeitar estas prerrogativas de ambos, para que a relação flua naturalmente.

E quando isto tudo dá errado? Quando acontece uma distorção?

É complicado lidar, e é uma pena que isto aconteça, pq boas relações se perdem quando um perde os referenciais.

Sem estes referenciais só temos ruídos, travas, obstáculos que trazem desconforto a uma das partes ou às duas.

Uma relação não pode se basear em expectativas, não se pode adulterar fatos, não se pode vender a alma pra se atingir objetivos.

Reconhecendo a impossibilidade da relação idealizada se tornar real, nos dediquemos a torná-la melhor possível dentro das circunstâncias, ou seja, cordial e respeitosa.

Atropele isto e vc se arrisca a perder tudo.

Não devemos ignorar sinais, alguns tão claros, não devemos nos fechar pra outras oportunidades dedicando todos os esforços pra algo que provavelmente não irá se concretizar.

Supondo que uma das partes tenha suficiente bom senso, identificará aquilo que é real daquilo que é fictício, e não deixará que a verdade se perca, mesmo quando a outra parte não se importar com isto, mesmo quando a outra parte começar a ver ou criar novas verdades.

Muitas vezes metemos os pés pelas mãos, tentamos ser aquilo que os outros esperam, passamos a crer que algo de errado existe em nós e devemos mudar. Mas não...

Incompatibilidades existem, de todo tipo. Não devemos ignorá-las.

Lembrando que apesar das diferenças, é possível se respeitar escolhas, posturas, estilos, etc.

Incompatibilidade não significa negação, desaprovação.

O que não se pode ser nem fazer, é tentar mudar a própria natureza pra satisfazer alguém, o que não se pode fazer é perder o amor próprio.

Recebemos negativas durante toda a vida, muitas vezes por não sermos compreendidos, muitas vezes pq não soubemos nos explicar, outras pq não era oportuno ou cabível, tantas outras pq era simplesmente um erro, algo inadequado, mas muitas vezes, muitas mesmo, pq detalhes criavam incompatibilidades.

Uma sub e um Dom em negociação, na maioria das vezes, encontram incompatibilidades, nas suas tentativas, em quantas realmente houve um encontro de afinidades?

O BDSM, visto por este lado, é uma sucessão de fracassos, a maioria dos contatos que se iniciam terminam em nada, no máximo numa bela amizade.

Pq ainda é difícil aceitar?

Agora, vale à pena vender sua alma, se adulterar pra se enquadrar? Convenhamos, toda fraude um dia é descoberta...

Tb não vale à pena criar expectativas, muitas vezes a falta de afinidade é derradeira, definitiva, ou vc espera que aquele Dom admirável seja suscetível a mudanças radicais de humor, gosto ou temperamento?

Táticas baunilhas, num BDSM sério, não funcionam, não adianta usar todo seu charme ou manha que as coisas não mudarão, desde que os fatos da incompatibilidade sejam verdadeiros e bem entendidos.

Não perca a oportunidade de manter boas amizades, de tê-las por perto só pq esperava mais, não jogue as chances fora, não atropele as verdades, ainda que haja incompatibilidades, é possível manter relações cordiais e respeitosas, muito proveitosas por sinal.

Tem forças que devem ser respeitadas, não condenadas. Respeitar a individualidade de cada um, a sua e a dele é fundamental. Não se força nada, não se ocupa um espaço que não foi concedido ou permitido, ainda mais no BDSM.

Insistir em fazê-lo só cria conflito.

Não deu certo, viva aquilo que é possível, certamente será melhor do que viver num eterno ruído.

Como diz o ditado: Antes um pássaro na mão do que dois voando.

domingo, 22 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Observações atuais.

Todos nós, praticantes do BDSM, sabemos bem o significado da palavra consensual, nos envolvemos em relações aceitando as regras estabelecidas para o funcionamento dela.

Mas antes de se estabelecer relações, é importante conhecer o BDSM, afinal, a natureza é “selvagem”, o BDSM é o meio para domesticá-la.

Se o BDSM é um imenso guarda-chuva que contempla e abriga várias práticas, tb é de conhecimento notório alguns princípios que norteiam cada tipo de relação, mas pq este conhecimento teórico acaba fazendo pouca diferença na realidade?

Tratarei de duas situações que se tornaram corriqueiras.

Vejamos, por exemplo, a Dominação Psicológica, partindo do pressuposto válido de que cabe ao Dom cuidar, proteger, orientar de modo que a sub amadureça e se fortaleça como sub e mulher e que, assim, o Dom se beneficie destes ganhos de qualidade na servidão.

É possível, para ter sucesso neste tipo de relação, ter muitas subs? Canis e afins são cabíveis?

Ou vc tem muito tempo livre, praticamente o dia todo ou, o que eu acho, é impossível se atingir a plenitude da relação.

Mas...

Retornando ao consensual, se os envolvidos numa relação deste tipo, ou seja, com vários envolvidos, abdicam de alguns direitos, deixam de lado algumas condições para obter vantagens que consideram mais relevantes, poderão ter, dentro do modelo proposto, a plenitude.

Mas observem que passamos a falar de uma variante, consensualmente aceita.

No entanto, criar a expectativa de que é possível atingir a excelência da Dominação Psicológica tendo um catálogo de subs a sua disposição sem abdicar de nenhum pressuposto é vender uma ilusão, é marketing que visa beneficiar exclusivamente o autor da façanha.

Outro aspecto que chama a atenção, mas merece que sejamos justos, a face do falso BDSM não se dá só entre os Doms, muitas subs não tem o menor comprometimento com BDSM, aceitam qualquer coisa, se utilizam de quaisquer artifícios para atingir seus objetivos, não contribuem e nem acrescentam em nada ao meio.

Tenho ouvido mais reclamações sobre subs do que sobre Doms, sempre há um senão, uma observação, subs que falam e criam fatos, mentem, adulteram, fingem, traem, tem crises (doentias) de ciúmes, fazem ameaças, tentam minar relações estáveis, falam mal até de quem não conhecem, fazem insinuações infundadas, investigam vidas alheias só pra subsidiar fofocas, ou seja, não só agem como baunilhas, mas o fazem pelo pior lado baunilha.

Então vou repetir uma colocação minha: quem não pertence ao meio não merece as nossas proteções. Não há pq preservar, ser cordial, elegante, etc. com quem só vem criando problemas, enfraquecendo o meio. É este “em cima do muro” que vem mantendo entre nós gente que só vem minando a seriedade do BDSM.

Não adianta criar lista negra, adianta ter atitude, adianta agir com maturidade e responsabilidade, dentro do que se espera de um praticante, fazendo o seu papel. Quem não é BDSM mas se utiliza do BDSM, deve morrer abraçadinho, mas longe do BDSM.

Entramos pro BDSM e abdicamos de algumas lógicas baunilhas, fizemos uma escolha, não é possível enfraquecer nossa Dominação pq a sub é gostosa ou deixar de lado sua verdadeira submissão pq o Dom é um espetáculo.

Convenhamos, nem cabe descrever BDSM com estas palavras. Mas é o que vem acontecendo, às vezes claramente, outras nas entrelinhas...

O BDSM é cordial, mas é cordial e respeitoso com quem está dentro, não justifica agir assim com quem afronta o meio.

Existem inúmeras situações acontecendo e me surpreende que são tratadas como legítimas, ou se conhece pouco o BDSM ou se tem sido muito permissivo com qualquer coisa que se autonomeia BDSM.

No fim, todo mundo fica “chorando” as coisas ruins que testemunham ou são vítimas. Onde está a atitude? Faz algum tempo que não tenho uma boa conversa sobre BDSM, com trocas de informações, discussões, aprofundamentos.

Mas lembrem-se, quem entrou pro BDSM, aceita um estilo de vida, se adéqua a uma postura, não cabe ficar fazendo fofoquinhas, batendo boca, entrando em briguinhas infinitas, cabe agir com elegância e firmeza, não dando espaço pro falso BDSM.

Algumas atitudes são reveladoras, e devem ser tratadas com seriedade, para o bem do BDSM.


Obs.: Cuidado se a carapuça te serviu. ;-)

sábado, 14 de agosto de 2010

Prudência.

Como separar o joio do trigo?

Este saber, só o tempo que te dá isto.
Assim como fará desmoronar uma estrutura falsa.

Claro, se vc não tiver cuidados, se encantar de primeira com o que vê e aceitar isto como verdadeiro, é capaz de ruir junto com a estrutura falsa.

Paciência é uma virtude.

Observar e ser paciente.

A sub deve ser prudente, afinal, uma das regras básicas é o consensual.
Consensual depende de negociação.

Negociação exige paciência e conhecimento.

Atropele isto e vc se dá mal.

Se vc se guia só pelo desejo, deixando a razão de lado, ou seja, buscar aquilo que te completa como sub e não só como mulher.

Vc tende ao erro.
 
Um Dom diante de uma sub cuja aparência seja perfeita, mas a submissão inexistente, deixando o desejo agir, não terá uma sub, saciará as vontades do homem.
 
E vc sub? Em situação similar? Deixará a mulher tomar conta?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sua vida em uma imagem (Versão BDSM)

Sua vida em uma Imagem. (clique na frase ao lado)


Um complemento ao texto do link.


Muitos querem viver o BDSM em busca da intensidade da experiência e da entrega, confiando na segurança de quem segue seus preceitos.
Partindo da leitura do texto citado acima, como criar espaço pro BDSM em sua vida?
Existe uma frase perfeita pra ilustrar: "De que adianta potência sem controle?".
O que nos cabe é construir caminhos e espaços sólidos onde possamos vivenciar seguramente o BDSM.
Nada de estradinha esburacada, beirando penhascos, dificultando tanto a ida quanto a volta.
Deve ser segura, protegida e permitir transições tranquilas.
O local escolhido deve primar pelo recato em relação a todo o resto de nossa "propriedade", ser espaçoso e capaz de inspirar e abrigar novas formas de exploração, ser um recanto seguro e garantir o bom uso dentro do que nos propomos a vivenciar, ter construção sólida para resistir a todas as possibilidades e intensidades inerentes ao BDSM e garantir que jamais sejamos reféns e sim deleitadores dos prazeres BDSM.
Desta maneira, com transições seguras, tiraremos melhor proveito das nossas relações BDSM, em todo o seu potencial.
Não é possível viver um BDSM tenso, atropelado, improvisado ou com desconhecimento.
O que somos dentro do BDSM é construido com dedicação, com alguns erros no projeto, mas muita disposição para fazermos o melhor.
Alcançar a plenitude é sempre o objetivo, mas não é um processo gratuito, sem riscos.
A serenidade de se pensar, planejar, corrigir, desenvolver nos permite viver intensamente o BDSM.
Não se iluda, riscos devem ser calculados, não resultado de impulsos. A intensidade só é plena quando conduzida a tal. Saber voltar é tão ou mais importante do que saber ir.
Não crie um puxadinho pra sua vida BDSM, não fuja do trabalho que é necessário para poder, quando finalizado, te permitir experiências fantásticas.
Muitos se iludem com fotos, filmes, livros, ignoram que todo grande momento é construído com muito trabalho e dedicação.
Ou alguém consegue conceber o BDSM sem dedicação?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Caminhos...

Me voy de vacaciones (180 mil visitas), upload feito originalmente por Contremo.
Quando duas pessoas se acertam para uma caminhada, se estabelece uma trajetória a ser seguida.
Ela permite que juntos se percorra o caminho e se atinja os objetivos.
Duas pessoas fiéis a este compromisso são bem sucedidas.
Duas pessoas sem este compromisso são fracassadas.
E quando uma delas oscila, se afasta regularmente da trajetória, descumpre os acordos feitos?
Mesmo que haja convicção e vontade de uma das partes em se manter no caminho, nada será possível se a outra pessoa não compartilhar este desejo.
É fundamental observar que se duas pessoas caminham juntas com o mesmo objetivo, é salutar que conversem, que se procurem, não que se afastem. Mas cabe ressaltar que nada adianta se uma das partes "sabotar" os compromissos.
Afinal, uma caminhada é feita de confiança, de se sentir seguro(a) com a pessoa ao lado, de se sentir protegido, de saber que enfrentarão juntos os desafios, que um complementa o outro.
Nenhum objetivo pode ser atingido sem comprometimento, esforço e dedicação, sem que sejam dados passos a dois, com respeito ao outro, desde a primeira conversa, durante todas as fases da relação, respeito.
Principalmente às convicções que te levaram a estabelecer a relação.
Se respeitar é a base de todo sucesso.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dois "Doms"

Existem dois Doms silenciosos que gozam de grande poder no BDSM: o Dom Oportunidade e o Dom Circunstância.

Creio que não tenha uma relação sequer que não tenha se submetidos aos referidos Doms.

Eles limitam e abrem espaços, ignorá-los é quase impossível.

Muitos acham, com razão, que se trata de um único Dom, mas se observamos as sutilezas, veremos que não.

O Dom Oportunidade é responsável por proporcionar encontros, possibilidades.

O Dom Circunstância é responsável por permitir que estes encontros e possibilidades sejam aproveitados de maneira plena ou não.

Quando trabalham juntos, a relação flui.

Quando resolvem criar dificuldades, a relação tem a chance de se provar forte pra sobreviver.

O intuito de ambos não é impedir a felicidade, mas testar a capacidade de cada um se entregar, seguir em frente, buscar alternativas, construir relações sólidas.

Não atropelá-los é sábio, visto que ambos vão oferecendo ensinamentos que não devem ser desperdiçados, muita gente ignora os alertas e cometem erros, outros ficam paralisados e jamais descobrem a verdadeira felicidade BDSM.

É bom se lembrar que existem prerrogativas inerentes a cada Dom e sub que não podem ser desrespeitadas, portanto o papel dos dois Doms é oferecer desafios e reflexões, não interferir na relação.

Quem for capaz de respeitá-los, seguir seus sinais e ensinamentos e vencer os desafios certamente viverá o melhor do BDSM.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Agradável.

Electrecord IV, upload feito originalmente por Alin Ciortea.
A boa relação BDSM é sempre agradável, pq não existe dúvida no que se faz.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Humanidade x Baunilhismo.

Todos nós temos um núcleo que permanece inalterado seja qual for o ambiente. E temos processos dinâmicos que facilitam nossa adaptação aos diversos ambientes: casa, trabalho, escola, shopping, etc.
O núcleo evolue ou involui, mas é o que somos, comporta nossos medos, desejos, vontades, inseguranças, razões, emoções...
Seja aonde for, seja com quem for, ele estará lá, se usando dos processos externos e dinâmicos pra se adaptar.
A grande discussão sobre o baunlhismo no BDSM não envolve este núcleo, envolve a capacidade de interagir deste núcelo.
O BDSM, como qualquer outro ambiente, exige de nós adaptação, adequação, se for pra agir como agimos no mundo baunilha, pra que chamar de BDSM?
É meio óbvio que se damos um nome, se respeitamos certas regras, se contemplamos determinadas práticas devemos esperar certas adaptações dos envolvidos, visto que tudo visa a segurança e o bem estar assim como podermos viver amplamente aquilo que acreditamos.
Compromissados com o BDSM, esperando isto tb dos outros, toda relação tende a experimentar aquilo que tanto desejamos e sonhamos.
O núcelo do que somos não se perde, ele só se adapta.
Somos humanos, o que significa que vivemos com nossas limitações e virtudes, com nossos sentimentos e medos, com nossos erros e acertos.
Esta humanidade estará em nós seja qual for o ambiente, mas não se justifica que entremos num ambiente e só tiremos dele aquilo que nos atenda, nos beneficie, afinal, tem outras pessoas envolvidas, com suas expectativas e envolvimentos.
O BDSM visa proporcionar a todos os membros a oportunidade de viver aquilo que deseja, encontrar pessoas que tb queiram, proporcionar encontros. Quando vc só pensa em vc, prefere seguir seu modelo, vc é só um penetra.
É muito mais do que seguir, é respeitar o BDSM e seus membros.
O BDSM não exige de vc que altere sua natureza, ao contrário, tenta te proporcionar que floresça. Seu núcleo certamente entrará em ebulição, em processo de transformação, crescerá, amadurecerá, levará pra fora do BDSM ganhos que em outras condições não teria.
Mas para tal, precisa respeitar, se adaptar, no processo dinâmico que todos temos que nos permite frequentar os diversos ambientes sem nos corrompermos. Mas não traga lá de fora aquilo que é danoso e prejudicial ao BDSM, que possa provocar decepções e frustrações aos outros membros, principalmente àqueles com quem se relaciona de maneira direta. Não exija dos outros que ignorem justo aquilo que deu segurança e confiabilidade ao BDSM.
Seja vc, com suas fraquezas, sentimentos, medos, anseios, etc... Mas permita ao BDSM que ele te proporcione crescimento, amadurecimento e vivência como jamais teria. Não contamine o BDSM com aquilo que só é cabível no mundo baunilha.
Se não percebeu, é isto que tem proporcionado sofrimentos e frustrações a vc e a tantos outros.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

BDSM Puro

Me envolvi em duas discussões interessantes e que fazem pensar, ao mesmo tempo que revelam uma fotografia do atual BDSM.
Creio que as pessoas se envolva com o BDSM não só pq tenham uma natureza Dominante ou submissa, mas pq ele oferece condições "seguras" de vivenciar tudo que se deseja, em resumo, BDSM não é baunilha.
E de repente vc se vê envolvido em reações tipicamente baunilhas, o que é muito estranho e contraditório.
É como adorar fazer caminhada pra curtir a natureza e deixar rastros de lixo.

Senão vejamos as situações.

Vc se depara com uma situação que envolve uma pessoa com quem estabeleceu uma relação de cordialidade, mas percebe que está pessoa está em negociações ou até mesmo já fechou acordo com alguém não confíável ou comprovadamente com histórico ruim.
O que vc faz?
Pelos padrões BDSM vc devia ter uma conversa cordial, amistosa e que isto causasse uma postura mais cautelosa da pessoa envolvida.
O que se vê?
Reações agressivas, discussões infantis, insinuações de ciúmes, inveja, etc... Ou seja, reações baunilhas.

Uma relação termina, uma das partes, educadamente, encerra a relação devolvendo a coleira ou a pedindo de volta.
O que se faz?
Dentro dos preceitos BDSM, relações estritamente BDSM, bem desenvolvidas, mesmo quando finalizadas, devem se manter respeitosas preservando a integridade dos envolvidos, afinal, é o respeito à uma das 3 regras, o seguro.
O que se vê?
Uma das partes resolve jogar no ventilador todo tipo de informação, deturpando a realidade, destruindo imagens e pessoas.

Percebam que as duas histórias são até semelhantes, quase lineares, estabeleça uma linha BDSM e outra baunilha: Relações que se desenvolvem, se finalizam e outras que se estabelecem a seguir.
Se seguirmos sempre a linha BDSM, agregaremos aprendizado, maturidade, crescimento pessoal. Teremos sempre relações fortes e que, mesmo após finalizadas, deixarão algo de construtivo.
Mas basta abaunilhar em uma das fases (justamente aquilo que supostamente pretendemos evitar quando aderimos ao BDSM), pra que a linearidade se desfaça, e saber lidar com isto é o que exige sabedoria.
Nesta quebra da linearidade, o Dom ou a sub podem cometer erros graves, ou se comprovarem uma fraude, o que justifica que dali para diante todos que se envolvam com tal pessoa sejam alertados.
Outra possibilidade é que justamente a parte fraudulenta da relação desande a espalhar mentiras, agir de maneira desonesta, etc...
A sabedoria BDSM exige que reconheçamos os honestos e os desonestos, que sejamos capazes de ouvir e saber das partes, que não nos precipitemos, de respeitosa e cordialmente ouvirmos, nos posicionarmos cautelosamente, certamente teremos melhores condições de obter respostas adotando prudência. Isto é BDSM.
Não futilidades, ofensas, briguinhas de posse, agressões verbais, puxões de cabelo, vulgaridades, etc.
Paixonite vem cegando as pessoas, e não cabe em qualquer conceito BDSM.


Dentro destas conversas me lembrei de uma frase de Otto Lara Resende: "Mineiro só é solidário no câncer".
Devemos adapta-la ao BDSM?

O BDSM ganharia muito se as pessoas passassem a agir conforme seus preceitos, como cordialidade e respeito, com trocas de informação, sem ofensas, sempre com educação, com maturidade (palavra que cabe bem nas relações BDSM).
Só conseguiremos descobrir o que se esconde por trás das máscaras se agirmos assim, sempre com os devidos cuidados, sem precipitação, reconhecer quem é digno do BDSM e quem não é.
As duas histórias teriam outro andamento e resultados se os envolvidos agissem adequadamente, ouvindo os conselhos de pessoas próximas, mantendo a postura no fim de relações. Nada mais revelador do que uma pessoa que não mede as palavras, que se descontrola dos próprios atos, costumamos perder razão de nossos motivos quando agimos errado.
Sempre que se fala de uma terceira pessoa, devemos ouvir, perguntar, explorar mais a história antes de tirar conclusões, vc pode ter duas situações: uma verdade está sendo dita e pode te livrar de uma armadilha ou uma mentira que tenta destruir sua relação.

E agora?
Vai se acomodar e julgar de imediato, seguindo somente os instintos (baunilha)?
Ou vai agir de maneira madura e equilibrada, sem precipitações (atitude BDSM)?

PENSE BDSM

segunda-feira, 24 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Feitos um para o outro.

Não vou colocar aqui nenhuma imagem bonita e sensual, pq não existe atrativo no tema a ser tratado.
Falo dos oportunistas, mais uma vez, que buscam sexo fácil no BDSM, gente que se traveste de sub ou Dom pra saciar seus desejos particulares.
Atropelam as regras, criam suas próprias, desrespeitam os adeptos sérios, simulam coisas.
Estes se merecem, devem realmente acabar abraçadinhos em algum canto do mundo.
Mas o que me assusta é o apoio que recebem, devo deduzir, pro bem do BDSM, que é apoio inocente, ingênuo de quem não se deu conta da real natureza da pessoa.
Em algumas situções, quando se confrontam o bom BDSM e o BDSM ruim, vc vê grande maioria do lado errado da discussão, induzidos por mentiras e seduções baratas.
Se houvesse real cuidados em se conhecer com quem se lida, não haveria tanta frustração, ainda assim, apesar de muitos vivenciaram tanto o fracasso quanto o sucesso, basta alguém posar de vítima que logo ganha apoio, sem que se apure o real conteúdo do que é relatado.
Antes que se apressem em fazer interpretações, o que me motiva a escrever é pq tenho visto muitas pessoas queridas sofrerem com a falsidade, vitimadas por erros e/ou injustiças.
Pessoas altamente identificadas com o BDSM estão se desiludindo, se decepcionando pq foram usadas por oportunistas, dos dois lados, diga-se de passagem. Ultimamente tenho ouvido muitos lamentos, não são mais as prazerosas conversas onde o BDSM é tratado, mas as decepções e surpresas com o caráter das pessoas.
Apesar de tudo que escrevo aqui, de todos os alertas, e estou naturalmente sujeito a críticas, percebo que as pessoas, apesar de toda experiência e vivência no meio, simplesmente se posicionam sem conhecer a história, e ingenuamente apoiam o pior lado.
Hoje, muitos de seus contatos e amizades não são BDSM. Aceite isto como verdade e tome cuidado ao se posicionar. Pq se vc realmente for BDSM, seu lado sempre deve ser o lado certo.
Para bom entendedor...
Se vc quer um BDSM sério, não se posicione simpelsmente por amizade, tome cuidado com suas decisões, observe bem com quem divide seus sonhos.
Quem já sofreu com oportunistas deve ter a responsabilidade de não cair mais na sedução fácil de uma história bem contada, na simulação fraudada de um sofrimento, na mentira articulada. Deve haver mais respeito pela histórias das pessoas, de quem realmente vive o BDSM, e muito cuidado com quem se passa por BDSM.
Estamos colecionando histórias de injustiça, estamos aceitando oportunistas em nosso meio por nossa culpa, e estamos desestimulando o reais adepto com nosso posicioamento.
De nada adianta o discurso afinado se as ações facilitam a procriação dos oportunitas.
Os oportunistas foram feitos um para o outro, quem desrespeita a cordialidade e as regras BDSM não merece nosso respeito e muito menos nossa proteção.

CUIDADO COM O LADO QUE ESCOLHE PRA ESTAR E DEFENDER!

domingo, 16 de maio de 2010

Imagens...


Bad girls face the wall!, upload feito originalmente por MaleficusV.

Sempre tão belas e sugestivas... Mas nada melhor do que torna-las real...

domingo, 2 de maio de 2010

Postura é tudo.

Teco_100425_A6I1208, upload feito originalmente por tefocoto.

Internet


Algumas vezes precisamos colocar os pontos nos Is.
Muito se fala sobre a relação virtual, na maioria das vezes em tom de condenação, mas a maioria das relações BDSM usa e muito a internet.
É preciso deixar claro que o problema não está no uso da internet e sim na ausência de real.
Até pq a maioria das relações usa e muito a internet, uso por vezes intenso, de todos os recursos possíveis.
Então passamos a discutir o bom uso do recurso, o Seguro do SSC, pq independe do que aconteça com a relação, tudo dentro dela é privativa dos envolvidos, mesmo que a relação acabe.
Relações bem estabelecidas, confiáveis jamais terão problemas, por isto é tão fundamental o processo de conhecimento até se estabelecer o acordo.
Retomando o tema inicial, raras são as relações que por contingências dependem 100% da internet, e elas existem.
Toda relação tem como meta algo real, e a internet é um excelente meio pra se preparar o cenário do real, um meio entre tantos.
Mas devemos cuidar pra não generalizar, sair condenando a internet quando a maioria a usa pra se informar, manter contato, conhecer, se apresentar, explorar.
Blogs, fotos, orkut, fetlife...
Microfone, webcam, fotos digitais...
Chega a ser contraditório conhecer alguém via internet e depois fazer discurso generalizando a internet como um mal, me soa como armadilha pra estimular a aceleração do processo pra logo chegar ao sexo.
Não existe problemas quanto ao uso da internet, creio que ninguém de bom senso é contra o uso da internet, mas devemos deixar claro que o condenável é, tendo meios e recursos, jamais propiciar algo real, vivenciar o BDSM real, tendo na internet um ótimo meio de amadurecimento, preparo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Entrega.

Na Dominação Psicológica, nada é mais bonito e encantador do que a entrega. A entrega pura e simples.

A espera silenciosa pela próxima ordem, a explosão no ato de cumpri-la.

O não pensar duas vezes, fazer sem se perguntar o pq. Estar ali, envolvida, cumprindo o desejo do Dono fazendo sua a vontade dele.

E cumprir com ânsia, paixão, esperando Dele somente a aprovação.

A entrega perfeita, muitas vezes, se dá até sem palavras, na troca de olhares a aprovação, o caminho, o ritmo...

Antes de cada entrega o frio na barriga, a tensão, o medo, tudo dando lugar a serenidade explosiva de cada ato, onde nenhum obstáculo existe mais, só a plenitude da entrega sob a guia do Dono.

Só a submissão permite tal entrega, sem que haja sequer um segundo de vacilo, sem que haja questionamento, sem que haja dúvida, sem que haja medo.

A entrega guarda em si todos os motivos da relação, tudo que une Dom e sub aflora na entrega, quanto mais forte for esta relação, mais exuberante será a entrega.

Não existe nada que substitua ou se assemelhe a entrega, ali se prova de forma concreta a intensidade da ligação, sem artifícios, sem retoques, sem desvios.

Creio que quem deseja viver o BDSM tem como meta atingir a plena entrega, vivenciar este momento, não faz sentido se desviar ou aceitar algo menor, não compreendo o BDSM sem a busca incessante por este momento, quem viveu sabe o que eu digo.

Cegueira.


Não fique cega e envolvida pela sensualidade das imagens, das abordagens. Antes de ser sensual, precisa ser real. Antes de qualquer coisa, precisa se provar convicto e coerente do que se prega.
Só então vc poderá viver e sentir toda a sensualidade e emoção BDSM.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Conversar...

As duas últimas postagens se complementam mas, deixam margem. Nem mesmo o comentário que fiz conseguiu fechar o tema, por isto, complemento aqui o que foi dito.

Habitualmente, quando conversamos com os filhos ou qualquer cirança com o intuito de orientar, abrir uma discussão ou uma reflexão, falamos de nossa experiência e vivência mas preservando, quando conveniente, nome e datas mais específicos.
Desenvolvemos a habilidade de contar histórias sem perder o conteúdo.

Num comentário feito numa postagem anterior, falo justamente disto, quando falo de passar experiência não significa saciar curiosidades sobre intimidades, nomes ou qualquer coisa que seja irrelevante do ponto de vista de experiência.

Tb não sugiro abrir o livro de nossas vidas e expor abertamente, até pq existe tb a autopreservação.
 
Mas supor que uma história não pode ser contada a partir da omissão de nomes, situações, momentos e etc é de um simplismo que beira a mera provocação.
 
O que de fato sugeri é, dentro de uma narrativa ética, adequada e respeitosa, passar à frente as experiências que vivemos, cabe a quem ler ou ouvir aproveitar ou não e, sinceramente, sinto que cumpri meu papel independente do uso que vai ter.
 
Viver é como uma viagem, quando melhor for a composição da bagagem, mais tranquila será. Mas se ainda assim vc preferir ignorar os recursos que tem, é do livre arbítrio de cada um, existem várias formas de se aprender.
 
Costumo dizer (percepção baunilha da vida) que temos ao menos três formas de aprender: Observando, conversando e vivendo.
 
Sempre destaco que sou um observador, mas tenho outra característica que se soma a anterior, adoro conversar. Por um motivo óbvio, além de prazeroso, é sempre muito construtivo.
 
E é justamente conversando de maneira agradável, com os devidos cuidados que, certamente, vc estará contribuindo de alguma maneira com quem começa a dar os primeiros passos no universo BDSM o que, evidentemente, não autoriza ninguém a ser invasivo visto o desconforto que isto causa.
 
Espero ter deixado mais claro, afinal os textos compõe um conjunto de postagens onde falo de cordialidade, aprendizado, proteção do meio, respeito, amadurecimento, etc.
 
É a visão que tenho, um ambiente de boas conversas, onde todos saiam ganhando.
 
Pra finalizar, deixo uma provocação: Uma relação BDSM madura não deixa feridos.