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domingo, 20 de dezembro de 2009

Compromisso.



Upload feito originalmente por Archie Patenaude
BDSM é uma natureza.

Algo que fica adormecido.

Não é um fetiche.

Um desejo de momento.

É um compromisso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Certo e errado.

O certo e errado cultural não existe.
Acho que concordamos que a cultura só serviu pra aprisionar.
Mas existe um certo e errado natural,
Eis o que perseguimos...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sofrimento ou Aprendizagem?


A vida, seja em que universo for, cansa de nos maltratar, bater, nos colocar de joelhos.

A tendência mais comum é perder a fé, desacreditar que algo possa se salvar.

Colocamos tudo no mesmo saco, classificamos e pronto, seguimos em frente carregando o fardo de experiências ruins acumuladas em nossas vidas.

Tudo que vier dali pra diante ganha uma etiqueta e vai pro saco, somando sem chances de reavaliação à tudo aquilo de ruim que se viveu.

Mas será justo? Será que a vida pode ser tão cruel que só nos abre portas negativas? Será que os presentes na beira da estrada são sempre armadilhas?

Todos nós já estivemos dos dois lados da história: ou recebemos ou colocamos etiquetas classificadoras generalizando as pessoas num único grupo onde ninguém merece um olhar especial.

Diariamente somos confrontados com inúmeras situações e pessoas, crer que todas são iguais é de uma simplicidade que só nos faz mal, crer que somos para os outros só mais um número é pior ainda, sinal que perdemos a fé em nós mesmos.

Vivemos para sermos especiais, para que alguém um dia reconheça nossas virtudes, para que alguém não tenha perdido a fé e seja capaz de lançar um olhar especial em nossa direção e nos dizer, mesmo que só em atitudes: vc é especial!!!

A flor mais bonita do jardim é cercada por outras flores, mas se não souber olhar em volta, não perceberá que está no centro do jardim.

Se já foi tratada com maldade, imperícia, falta de sensibilidade, tenderá a duvidar de sua condição, irá elaborar várias conjecturas cruéis sobre seu destino e o jardineiro.

Mas é justo com ela e com o jardineiro?

É justo retribuir com espinhos?

Todos nós somos especiais, mas só poucos serão capazes de perceber, serão muitos elogios vazios, muitas fraudes e mentiras, uns poucos enxergarão sua verdade, seu valor. Ter uma bagagem de frustrações e decepções não pode te impedir de perceber quando finalmente o olhar justo repousar sobre vc.

Lembre-se sempre da sensação que teve quando esteve do outro lado, a vida não nos dá bagagem de sofrimento, mas de aprendizado.

sábado, 10 de outubro de 2009

Presença?

Dom, sempre tão presente.
Mas algumas vezes a entrega pede que Ele se sinta ausente. Jess - SOOC

Paz

Se a espera te deixa tensa, se desconfia de sua capacidade de se entregar e servir, lembre-se que quando estiver sob a mão do Dono a paz te tomará e será a sub que Ele sempre afirmou que era.

sábado, 12 de setembro de 2009

A Armadilha Perfeita.

A criação ou o modo de vida ou a personalidade ou algum outro aspecto pode induzir a mulher a se acreditar submissa.
Não necessariamente que ela se veja assim, mas pode ser sugestionada a acreditar.
Onde quero chegar?
Muita submissa não é, por natureza, submissa.
Mas podem ser abordadas num momento de fragilidade ou por alguém com lábia suficiente para oferecer a "leitura" que pareça esclarecer tudo.
De repente tudo parece ganhar sentido, e a mulher passa a se acreditar sub.
Junte uma boa dose de promessas de aventuras, emoções, sensações nunca antes vividas e a arapuca está armada.
Mas o processo é tão parecido com os que levam a descobertas de subs verdadeiras que fica difícil saber a receita para evitar o erro.
O BDSM é naturalmente sedutor, é fácil "vender" um pacote encantador onde a mulher é a peça que faltava. Tentador.
Mas não só vítimas inocentes caem na armadilha, muitas querem cair, muitas precisam cair.
É uma troca, uma cumplicidade silenciosa, um acordo não explícito: vc finge que domina, eu finjo que me entrego.
Mas estamos falando das que caem na armadilha, induzidas por "malandros", espertos que querem se aproveitar de um conceito encantador cheio de perspectivas e promessas.
O BDSM de hoje está cheio dessas vítimas, que usam coleiras por dias, semanas até meses para enfim perceberem que não fazem parte deste universo e saem feridas, frustradas e, em alguns casos, perdendo muito mais que seus preciosos tempos.
Além desta, ainda existe outra vítima, a verdadeira sub que recebe o "diagnóstico" errado, são levadas a crer que pertencem a outros grupos, ou que só são subs de fato se fizerem isto, aquilo, que aceitam como soberanas certas ordens que no fundo atentam contra suas naturezas, abdicam de sua individualidade e senso crítico levadas por um papo articulado e convincente.
O que torna grande a armadilha é que ela é extremamente parecida com o que existe de verdadeiro no universo BDSM.
Um Dom sedutor e envolvente se parece muito com um Dom centrado e ciente de suas responsabilidades, uma tarefa pode parecer altamente natural para uma sub que enfrenta seus limites, uma argumentação parece tão lógica e bem urdida que chega a oferece autênticidade ao oportunista, ou seja, o falso e verdadeiro são imagens refletidas, mas qual delas é a falsa?
Para saber, é preciso lembrar que uma sub jamais deve deixar de pensar, que sempre deve buscar o entendimento, que deve sempre esperar crescimento da mulher como resultado da entrega da sub, que deve esperar um Dom que cuide, proteja e oriente, que não admita ser tratada como mero objeto.
Mas tb deve se lembrar que servir é lidar com limites, se sentir desafiada e querer vencer, não esperar recompensas, saber que sempre vai estar sendo confrontada, com seus histórico, suas crenças, seus medos.
É fundamental lembrar que Dom não é amante.
Quando a sub tem tudo isto em mente, ela diminui e muito a chance de cair em armadilhas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Conceito.


Servir é se sentir livre na entrega.

A sub.

Olhem bem, cada vez mais raras, as subs estão em extinção, dando lugar a fetichistas, mulheres em busca de aventura, relações simuladas...
Pena que seja assim, me frustra que seja assim...

sábado, 22 de agosto de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Adultos e crianças.

Talvez seja possível resumir as pessoas em dois grupos: as adultas que vivem num universo infantil e as crianças que vivem num universo adulto.

Mas resumir é isto mesmo, enxugar uma definição, transforma-la no mínimo possível.

Aprimorando a definição, amadurecemos em blocos, ninguém amadurece de todo.

Se nos definirmos como blocos de montar, verdadeiros legos, percebemos que alguns blocos amadurecem mais cedo do que outros, assim como involuem vez ou outra.

Somos bem resolvidos profissionalmente e totalmente imaturos nas questões pessoais, fortes dentro do ambiente familiar e totalmente abobalhados sexualmente.

Ou seja, alguns blocos vivem num mundo adulto, outros ainda engatinham, o somatório define nosso perfil: adultos num universo infantil ou crianças num mundo adulto?

Olhando desta maneira parece que fica fácil entender algumas lógicas.

Gosto da idéia de ser um adulto capaz de se divertir com as pequenas coisas, relaxar, rir com bobeiras, se desprender da seriedade do mundo adulto.

Quanto a ser uma criança dentro do mundo adulto, os riscos são evidentes, talvez isto explique pq tanta gente se machuca, se fere, não dá pra brincar irresponsavelmente quando os "coleguinhas" são de outra espécie, com outras expectativas.

Mas não falamos de crianças, falamos de adultos e como se resolvem, como encaram a vida.

Se bem que cada vez mais precocemente as crianças querem adentrar o universo dos adultos, pior, muito adulto incentiva, estimula, alguns até tirando proveito, outras vezes a vida nos lança numa viagem sem volta, numa montanha russa indesejada e cruel contrariando o ritmo natural que costumeiramente conduz ao surgimento do homem adulto, responsável e preparado pra vida.

E vc? Como vão seus bloquinhos? Em que universo vc vive?

Mas cuidado com suas convicções, prenda-se a realidade, a vida tem a arte de enganar, e somos os maiores artistas, somos a maiores vítimas de nossas artes.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Exploração do sexo.

O sexo é extremamente relevante em qualquer relação BDSM, mas é preciso cuidado para que a relação se torne exclusivamente sexual.
Cada vertente do BDSM tem um objetivo, cada combinação de perfis no BDSM tem suas nuances, mas se for exclusivamente sexual é BDSM?
Como eu já disse antes, às vezes é o objetivo dos dois, aceitam que seja assim, entendem bem as escolhas feitas mas não deveriam usar o BDSM para mascarar a situação.
Amantes, relações homo, aventuras, risco calculado ganham uma máscara oportuna chamada BDSM, muitas vezes até sem perceber, somos envolvidos pelo sonho, desconhecemos a realidade, então... nos machucamos.
Reforço uma regrinha simples: consensual. E só se atinge o ideal embutido na palavra com muita conversa e entendimento, sem imposções.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Uma sub ansiosa por servir.


Vassanta the lick
Upload feito originalmente por rich cirminello [amorphic]
Mas sem perder o controle, sem vulgaridade, aguardando a ordem do Dono, sabendo que é Dele o momento.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Posição diante do Dono.

Sesión Desnudos
Com pequenas variações, é a posição mais comum e, talvez, desejada para a sub diante de seu Dom.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A sub.


...
Upload feito originalmente por Silviee
Normalmente todas as tragédias associadas ao BDSM recai sobre o Dom. Aqui mesmo já fiz muitos textos sobre o comportamentos dos Doms e como isto afeta a relação.
Mas para os mais observadores é possível ver nas entrelinhas que nenhuma versão de Dom existiria se não existisse a sub correspondente.
É provável que estatisticamente exista mais submissas do que Dominadores, já fiz uma enquete no Orkut e verifiquei isto.
Mas, quando coloco minha experiência pessoal confrontada com este número, digo com alguma certeza que menos de 30% é de fato submissa.
É um dado decepcionante, apesar de ser uma estimativa pessoal.
Mas muitas subs se aproximam de mim querendo sexo forte, com mais pegada e ignoram o conceito de obediência, entrega.
Outras querem ouvir declarações apaixonadas, gestos românticos, ou seja, querem um amante com carteirinha vip, de amantes especiais testados e aprovados.
Existem as que se metem nisto por fetiche, afinal, a imagem em fotos e filmes sobre o BDSM é tão sensual, tudo é tão suportável, delicioso, cordas, algemas, alguns tapinhas. É de arrepiar, certo?
Eu, em outra postagem, comparei o BDSM a um mercado, pois é, algumas subs procuram Doms a sua conveniência, quando não encontram, partem pra outra.
Ultimamente, quantas relações duradouras vcs acompanham?
Tem relação que não passa da primeira ordem, que não aguenta o tranco da seriedade BDSM.
Um exemplo clássico é do cara casado, vida tranquila e bem resolvida, pelo menos superficialmente, mas que vive inquieto com uma fantasia, ser possuído. Um dia ele descobre o BDSM, cai como uma luva. Se aproxima do meio, diz que fará tudo, aceitará tudo, mas só fará pq é um bom escravo mas no fundo sabe que no BDSM ele pode realizar seus desejos amenizando a culpa e qualquer outro entendimento.
Convenhamos, BDSM não é fuga, é escolha.
É pra quem tem coragem de decidir, não pra quem quer viver uma fantasia segura como se isto fosse um bordel de primeira classe.
Vamos viver um BDSM sério e dar valor a ele e seus praticantes.

domingo, 21 de junho de 2009

Decepção...

Spirit off
Jamais deixe que mudem sua essência. Cabe ao Dom acentuar suas virtudes e corrigir seus defeitos, jamais modifica-la.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Não se esconda.

'Irresistible


Saia das sombras, não se esconda, siga seu destino.
Se tem algo que desejas, se prepare adequadamente, se reforce, monte a estrutura necessária e depois, com tudo pronto, corra atrás, seja direta, não use entrelinhas, não recorra a artimanhas, busque aquilo para o qual se preparou.
Existe o tempo de estudar, aprender, se informar.
E existe o tempo de agir, de fazer valer tudo que colheu antes.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

"Doms"

Os diversos tipos de "Doms".


O Mandão.
Ignora completamente o conceito de consensualidade. Já chega dando ordens mesmo que a sub ostente coleira. Confunde autoritárismo com autoridade, não sabe distinguir a diferença. Sua presença é sempre marcada por ordens como se isto desse um relevo maior a ele, é sua carta de apresentação.
O Sedutor.
Também chamado de Romântico. Adora "presentear" a sub com poesias, bombons, presentinhos encantadores. Jura amor eterno, um verdadeiro apaixonado pela mulher, por vezes ignora completamente o papel de ambos, é um Dom atenuado que valoriza mais a mulher que a sub. Sua autoridade é dispersa, muitas vezes inexistente. Tenta prender a sub com promessas de romance e dificilmente consegue exercer seu papel de predominância visto que se baseia na sedução, exercer autoridade poderia colocar em risco a relação.
O Virtual.
Baseia sua existência na tela de um computador, eventualmente avança pra telefones e outros meios distantes de comunicação. Exige que a sub tenha webcam, digital e microfone e cria inúmeras justificativas para evitar o real. Faz isto por medo, pq sua vida baunilha impede passos maiores ou pq o indíviduo virtual é bem diferente do real. Devemos lembrar que em algumas fases da relação o uso de ferramentas virtuais é uma extremamante útil, mas os Doms virtuais usam de tal maneira que lança dúvida até sobre os Doms sérios.
O Feticheiro.
É o baunilha que aprende o suficiente sobre BDSM, se traveste de Dom, tem discurso afinado, envolvente, usa estratégias bem urdidas para prender a sub. Suas armadilhas envolvem de tal maneira que cerca todas as possíveis saídas da sub. Atende todas as expectativas da sub, na dosagem certa criando o ambiente perfeito para o bote. Todos os seus atos estão focados no sexo, direcionam para possuir a mulher sem compromisso com a condução responsável, com o aprendizado e a proteção da sub. Muitos, após alcançar seus objetivos, somem. Outros, durante as sessões, perdem o controle excitados com a mulher conquistada e com as possibilidades abertas durante o processo anterior.

Existem vários tipos de "Doms", já falei de alguns em outras postagens, mas para cada "Dom", existe uma sub. Como diz a velha frase: Eles estão certos, errados são os que dão razão a eles.
Muita sub quer o Dom apaixonado, romântico, incapaz de puni-las, outras querem Doms intensos na cama satisfazendo todos os seus desejos, alumas querem a proteção da internet, se exibir de forma segura pra alguém e tem até as que gostam do homem grosso, mandão.
O BDSM é um imenso cobertor, que cobre uma variedade de práticas, alguns destes "Doms" flertam com o BDSM sério, vivem a fase experimental, alguns não causam danos. Devemos ter cuidado com os que só pensam em si, que não tem responsabilidade nenhuma, que criam expectativas que jamais vão satisfazer e colocam em risco a sub e a mulher.
Se vc conhece mais algum tipo de "Dom", por favor, comente. Traga sua visão, acrescente.
Ressalto tb que é preciso sensibilidade pra identificar já que falamos de algumas práticas que são cabíveis no BDSM, e o que vale é o real comprometimento dos envolvidos. Seguir as três regrinhas básicas: são, seguro e consensual.
As definições são superficiais, cabe a cada um "ler" de maneira mais profunda as atitudes das pessoas com quem se relacionam, "pescar" eventuais desvios de comportamento, identificar os "Doms" e separa-los dos DOMs.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A pureza da entrega.


68
Upload feito originalmente por ranga66
A sub sabe sua hora, sabe esperar, sabe se entregar.
Aguarda, sabendo que até no aguardar ela já pertence, já serve, já se entrega.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Diálogo.

"Um casal tomava café no dia das suas bodas de ouro. A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para o seu marido, ficando com o miolo.

Pensou ela: - Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer o meu desejo".

Para sua imediata surpresa o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:
- Muito obrigado por este presente, meu aamor. Durante 50 anos, sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, eu jamais ousei pedir !"


Na vida ou no BDSM diálogo é fundamental.
Já postei um texto sobre isto, mas por mais evidente que seja, por mais que pensemos dialogar, sem perceber nos omitimos, fingimos dialogar.
Medo de perder, medo de não ser compreendido, medo...
Só sei que algo tão evidente é uma ficção, que alguns imaginam praticar.
O consensual é dinâmico, evolui naturalmente, mas se nos conduzirmos baseados em suposições, em entendimento isolado jamais evoluirá na direção correta.
Não se enganem, o diálogo é fundamental para o Dom, não só para a sub, fale, se expresse, não se contente, a maioria das subs acredita estar tendo um desempenho satisfatório nesta área, supõe estar exercendo de maneira convincente o diálogo, mas não...
Tomam decisões, se expõe, se submetem, aceitam sem ter noção do que estão fazendo.
Existe uma distância grande entre o que é possível e o que realmente praticam, entre o que acreditam estar fazendo e o que efetivamente fazem.
O resultado é um só: fracasso, erro, decepção, escolhas erradas.
É o erro mais comum no BDSM, supor estar exercendo corretamente todas as possibilidades, mas agir baseado em suposições, desenvolvendo uma relação distante do que realmente se deseja.

domingo, 31 de maio de 2009

Medo do Desconhecido.



Upload feito originalmente por ★ mimicromundo ★

Contam as lendas que um dia um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exército árabe.

Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção. E essa outra opção era escolher entre enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

Com a aproximação da hora da execução o general ordenou que trouxessem o espião à sua presença para uma breve entrevista.

Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: o que você quer - a porta preta ou o fuzilamento?

A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: prefiro o fuzilamento.

Depois que a sentença foi executada o general virou-se para o seu ajudante e disse: “assim é com a maioria dos homens. Preferem o caminho conhecido ao desconhecido”.

E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.

A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o desconhecido.

Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.

Pense nisso!

Nem sempre o caminho já batido por muitos é o caminho que nos conduzirá à liberdade.

Nem sempre nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro.

Às vezes, é preciso abrir trilhas ainda desconhecidas da maioria, mesmo que tenhamos que seguir só.

Por vezes, é preciso nadar contra a corrente, optar pela porta estreita, para que se possa vislumbrar um mundo livre, feliz, sem constrangimentos que tolhem a liberdade e infelicitam os seres.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Desculpas...


Irresistible Part 7 "Resisting"
Upload feito originalmente por SecretVodka =)

Medo, insegurança, fantasia...
Tantos motivos e recursos para fugirmos de nosso destino.
Criamos mundos fantasiosos e particulares, com regras próprias, com personagens que só cabem em nosso imaginário.
Desistimos de nossas lutas, de nossos objetivos criando saídas alternativas.
Cedemos nosso espaço, nossas conquistas por nos sentirmos ameaçados, cabeça baixa nos retiramos sem lutar.
Desafiados, enxergamos, equivocadamente, que estamos sendo sobrecarregados pq não nos consideramos capazes.
Ao invés da luta o conforto de nosso mundinho criado a perfeição.
Se já é uma vergonha no universo baunilha, imagina então no universo BDSM onde está implícito o conceito de desafio, de vencer, se superar.
Portanto, cuidado com as decisões que toma, podem ser só desculpas pra escapar da realidade.
Lute, mesmo que tudo pareça desfavorecer, mesmo que te digam que não consegue, certamente basta alguém acreditar em vc, seu Dono, pra vc prosseguir.
Lembre-se que a vitória é pra poucos, quantos aos que vivem tentando fazer vc desistir, lembre-se, é o papel deles, eles não lutam, são destinados ao fracasso, são parte dos desafios que precisa vencer.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estar a altura.


Irresistible Part 9 "Rest"
Upload feito originalmente por SecretVodka =)

Muita sub receia não estar a altura do Dom, de não conseguir ser a sub que Ele deseja.
Mas pensar assim é colocar em dúvida a capacidade de julgamento do Dom, afinal, se vc se sente pequena diante Dele e incapaz de servi-lo por enxergar Nele as virtudes ideais de um Dom a ponto de admira-lo e desejar pertencer, sinal que Ele é capaz de identificar em vc todo o seu potencial.
Se fala tanto em confiança, na sub confiar em seu Senhor, mas não vc consegue confiar no dicernimento Dele?
Não tenha medo de se entregar, afinal, cabe ao Dom te conduzir, proteger, cuidar e ampliar seus horizontes.
Não duvide de vc se justamente Ele é quem mais confia em vc.
Não deixe de servir, de ser feliz só pq não se acha capaz, confie na condução, confie na sensibilidade do Dom desde que Ele já tenha conquistado seu respeito e admiração assim como seu desejo de entrega.

A Escolha.


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Upload feito originalmente por emorengb

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A quem deseja servir? Pq deseja servi-lo?
A sub, silenciosamente, avalia seus motivos, seus desejos.
Finalmente, depois das conversas iniciais, validando a regra básica do consensual, ela se entrega.
Quantos pensamentos, medos e desejos.
Mas é preciso, acima de tudo, sabedoria.
Não se enganar pelas fantasias, pelo desejo exacerbado, pelo medo imobilizante.
Servir exige a sensação de segurança, proteção, a expectativa de aprendizado e crescimento.
Se errou, descobrirá logo, que não seja da pior maneira, mas se fez boa escolha, se entregue, viva intensamente e colha as mais deliciosas sensações deste universo chamado BDSM.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poder se expressar.


Red bed
Upload feito originalmente por ideaLAve
Existe uma regra de vida e que está implícita no BDSM, conversar é sempre o melhor caminho.
Vejo que muita coisa se perde pq buscamos sozinhos os caminhos, as respostas.
Acreditamos que já a temos e pronto, tomamos decisões e nem demos a chance da outra parte se manifestar.
No BDSM, julgamos atitudes e gestos como se já fossemos sabedores de intenções ou entrelinhas, mas erramos na maioria das vezes por não compreendermos o real intuito.
Em outras tantas situações se obedece cegamente, mesmo contrariado(a), pela crença que sub não fala, não se manifesta.
Se juntarmos as duas situações então, criamos uma represa que quando rompe, rompe de maneira dramática, intensa e sem chance de volta.
Por regra, a sub deve ser educada e é com educação que ela deve abrir canais para conversar, perguntar, falar de seus medos e inseguranças.
Já a responsabilidade do Dom é ouvir, não precisa revelar sua intenções, seus objetivos, mas tomar conhecimento dos anseios da sub para direcionar suas ações.
Assim é na vida, por medo de reações, por insegurança, por arrogância, confiança demais, para não perder o que já temos, deixamos de conversar.
Mas quem sabe todas as respostas? Será que vale a pena se acovardar diante das oportunidades?
Nunca estaremos errados se educadamente e com mente aberta formos capazes de buscar o caminho do diálogo, da conversa, de ouvir a outra parte, não existe humilhação quando damos o passo certo.
Ou vc prefere conviver com a eterna dúvida das respostas que teria?
Sub ou baunilha, jamais devemos nos contentar com o que imaginamos saber, conversar sempre vai ser mais sábio do que silenciar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Harmonia entre irmãs.

Desarmonia entre irmãs é culpa de quem?
Das irmãs ou do Dom?
Devemos deixa-las a própria natureza ou esperar que a condução do Dom favoreça a harmonia e maturidade de ambas?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Olhar e leitura.

Muitas vezes falta ao leitor, de qualquer texto, o apuro, a atenção.

Imagens convidam o olhar mas não prendem a mente, leituras superficiais e regadas de preconceito não ajudam.

Quando criei este espaço, era com a intenção de defender uma pratica, um conceito: o BDSM.

Ele existe muito antes de mim ou de vc. Ele é uma escolha que fazemos.

O BDSM não precisa do Eros, não sou um vendedor autorizado por ele, representante com crachá.

Ele está ai, sendo descoberto enquanto estamos aqui, sendo sentido a todo momento, sendo vivido, até inocentemente.

O que é fundamental é que queiram ou não queiram, mais e mais pessoas se incorporarão ao BDSM, pq ele é muito maior, pq ele captura uma natureza que não se controla ou manipula, as pessoas precisam do BDSM, não ele da gente.

É importante perceber e aceitar que é algo dentro de cada um que convida ao BDSM.

No entanto, como em todo lugar, existem os oportunistas, e é ai que entra o blog, como tentativa de defender o BDSM limpo, claro, verdadeiro.

Vc pode não gostar do BDSM, mas respeite.

Mas não pense que este espaço inventou o BDSM, não cogite que exista aqui uma fábrica de ilusões tentando vender um produto, e muito menos um produto com a marca Eros.

Se alguém chegou até aqui, não foi por acidente, sinal que já busca informações por ai.

Ou seja, BDSM não sai em propagandas de revista, jornais e tv. Um dia vc se toca que tem algo de diferente e começa a buscar.

Lerá muita coisa, ouvirá outras tantas, talvez um dia caia aqui, leia meu blog, talvez goste, quem sabe possa odiar, mas o intuito aqui é falar de BDSM.

Quando acreditamos em alguma coisa, defendemos, mas ao contrário de muitos, ao contrário de muitas praticas, não tento impor minhas convicções, não saio por ai buscando novos adeptos, não faço panfletagem como se vendesse um produto, só defendo o que acredito tentando contrapor aos oportunistas.

É de tamanha ignorância supor que somos capazes de manipular as pessoas, que fabricamos verdade, tem uma velha frase muito oportuna:

"Vc pode convencer parte do povo todo o tempo, vc pode convencer todo o povo parte do tempo, mas jamais vai convencer todo o povo todo o tempo".

É inteligente acreditar que as pessoas fazem escolhas, é gentil respeitar estas escolhas, é sábio manter a mente aberta.

Desconforto.


anais 2
Upload feito originalmente por phgaillard2001
Aceitar servir é optar pelo desconforto.
Vida baunilha é confortável, afinal vc decide, aceita, nega, faz seu próprio caminho.
Servir é optar pelo desconforto, é, neste caso, escolher um caminho mas que seguirá sob regras alheis, de seu Dono.
Apesar de estimulante, excitante, muitas vezes vc estará sob condições que mexerão com seu emocional, causará tensão, questionamentos, dúvidas e medos.
Mas ainda assim, vivendo este desconforto, vc fará.
Pq vc quer servir, pq foi sua escolha.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sempre Escrava.

A escrava não existe somente na presença do Dono, afinal era submissa muito antes de se dar conta.

domingo, 26 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Afinal, o que quero pra mim?


Escape
Upload feito originalmente por Eros, O Dom.
Muita gente entra no BDSM com conceitos fechados ou acaba sendo induzida a crer que sua opinião e vontade não contam.
Oferecem um cardápio no qual vc deve se encaixar.
Infelizmente muita gente cai no conto e acaba desistindo ou vivendo um BDSM amarrado, restrito e longe do consensual.
Mal comparando, o BDSM seria um clube com um portão de entrada que logo ressalta através de uma placa que ali dentro três regras devem ser seguidas: são, seguro e consensual. Regras que valem para todos, justificando exclusão daqueles que desrespeitam as regras.
Todos são bem vindos, não há grandes formalidades a serem seguidas por quem frequenta, respeito e educação, bom senso, um ambiente agradável mas que eventualmente oferece cenas "fortes" para estômagos fracos.
Próximo da portaria um imenso "mercado", apesar de permitir visitas, as aquisições devem ser feitas em pares ou grupos, desde que haja a presença de pelo menos um Dominante.
Distribuídos por imensos corredores e prateleiras temos vários "produtos", em doses e quantidades variadas, algumas sessões mais específicas, espaço com variedades, etc.
Em pleno processo de negociação, é definido a quantidade de cada coisa, o que é aceito ou não, vai se montando um perfil, se ambos concordam com a composição do "Carrinho de compras", temos um acordo que estabelece uma relação que jamais pode escapar dos termos definidos, exceto quando, de comum acordo, os limites são alargados.
Compras feitas, saindo do imenso mercado, é hora de viver o BDSM, seu BDSM, com segurança e satisfação para ambos.
Evidentemente o clube estará atento a distorções, mal uso dos produtos, sub utilização, etc.
Mas nem sempre chegará a tempo de evitar o pior, por isto use de bom senso ao entrar no clube, fique atento, componha de maneira adequada e responsável seu acordo e seja fiel e dedicado a ele.
Evidentemente aqui utilizamos uma figura, imagens com o intuito de facilitar o entendimento, alguns discutirão o uso de certa imagem aqui, ali. Por exemplo, o BDSM não é um mercado, e nem foi esta a minha intenção criar tal associação, o objetivo é mostrar que o BDSM não cabe num cardápio, que cada praticante, que cada relação estabelecida tem sua medida e dosagem, e que isto se estabelece a dois durante a negociação, em busca do consensual.
BDSM não é engessado e devemos respeitar suas vertentes, combatendo somente o uso abusivo ou mentiroso de nossos conceitos.

sábado, 11 de abril de 2009

Mergulho.


Nu au collier
Upload feito originalmente por Pascal Renoux
Viver o BDSM exige mergulhar neste universo, sabendo bem quais são suas fronteiras, sem jamais deixar um universo contaminar o outro.
O fato de ser submissa no BDSM não quer dizer que deva agir assim fora dele, ao contrário, se espera que o aprendizado te faça mais confiante e segura.
O fato de ser Dominador no BDSM não quer dizer que possa sair distribuindo ordens fora dele, ao contrário, se espera a serenidade e o equilibrio como fruto do aprendizado proporcionado.
Mergulhar, se entregar plenamente é fundamental, mas como definição clara das fronteiras.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Entrega.

Mas do que ser vendada, é preciso confiar no seu guia, no seu Dom.
Viver a submissão é caminhar desconhecendo o caminho, a direção.
É seguir sem questionar, confiando plenamente em seu Dono.
Vc entrega seu corpo e alma, e espera Dele responsabilidade e sabedoria.

terça-feira, 24 de março de 2009

Desejo de servir.


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Upload feito originalmente por piccol4
A base da submissão é o desejo de servir, de agradar, de esperar em troca somente o prazer do Dono.
Ao Dom cabe cuidar, orientar, proteger.
É uma relação plena desde que cada um cumpra seu papel.

terça-feira, 17 de março de 2009

Falsas Verdades...


Sexy
Upload feito originalmente por Soul Submissa
Se vc me perguntasse qual é o maior perigo, o maior erro que podemos cometer, eu provavelmente pensaria um pouco e diria que é viver uma mentira.
Acho que não é o tipo de pergunta que se responde de primeira, mas a resposta talvez seja a que melhor caiba, pelo menos assim penso.
Seja baunilha, seja BDSM viver mentiras sempre será um erro, acreditar em fantasias, criar o nosso próprio universo onde só valem nossas regras e conceitos sempre resultará em fracasso, pq o mundo real sempre cobra sua conta.
O pior é que a mentira e/ou a fantasia são tão cheias de artimanhas que com toda prevenção e atenção ela ainda nos faz vítimas.
Eu conheço, vc deve conhecer inúmeras pessoas que em algum grau vivem uma fantasia, convictas de sua veracidade e realidade.
Mas somos capazes de distinguir nossas próprias mentiras?
Somos naturalmente tão carentes de aceitação e reconhecimento que criamos meios de sobreviver, aumentamos nossos feitos, acentuamos nossas virtudes, envernizamos nosso caráter, abrilhantamos nossa inteligência, endeusamos nossa beleza.
A partir da criação do nosso universo particular, entra só quem segue as regras, aí de quem tentar nos trazer para a realidade: fogueira, execração, tribunal da inquisição...
Mas existe tb o universo oposto, onde tudo é nebuloso e sem graça, onde não há brilho e virtude.
Ou seja, tanto um quanto o outro só resultam numa coisa: infelicidade.
Em outros pontos do blog vc pode ver nas entrelinhas que falo de mentira e/ou fantasia, de como isto afeta o BDSM, de como escolhas erradas podem nos afetar.
Não entre para o BDSM seguindo uma mentira, não viva o BDSM como se fosse uma fantasia, não faça de sua vida um circo com personagens escolhidos a dedo.
Sua vida pode ser linda, maravilhosa mesmo sem os recursos que criou, existe uma beleza na vida que não devemos perder só pq ambicionamos mais.
Aprender a ter os pés no chão, viver em função daquilo que é real, ter por perto pessoas que realmente te amam e contribuem para sua vida é a coisa mais certa que pode fazer.
Tire a mascara, a fantasia, reconheça suas virtudes e defeitos, busque corrigir o que pode, sem obsessões, seja paciente consigo mesmo e com os outros, valorize as virtudes que já tem, de valor aos pequenos gestos, ao sorriso sincero, a preocupação verdadeira.
Sem fantasias e mentiras a sua vida é linda e tem pessoas de carne e osso prontas pra fazer dela algo cada vez melhor.

quarta-feira, 11 de março de 2009

BDSM.


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Upload feito originalmente por ideaLAve
Abaixo vcs poderão ver exemplos da beleza do BDSM.
Inúmeras possibilidades e intensidades.
Mas seguindo alguns padrões: sensualidade, entrega, consensualidade, prazer, etc.
Gostaria de contar com a colaboração de cada leitor, comentando em suas fotos favoritas, ou seja, indicando seus gostos e preferências.
Aproveitem, que seus olhos se encham de beleza e suas almas de inspiração.

Acorrentada.


Chained beauty
Upload feito originalmente por ideaLAve

terça-feira, 10 de março de 2009

Aos cuidados...


Time out
Upload feito originalmente por ~SCF~
BDSM contempla vários conceitos e práticas, desde que respeitem uma lógica simples, muita coisa acaba se enquadrando.
Muitos tem fetiches, mas por não srem continuados, permanentes, não seguirem um acordo de entrega com limites não são BDSM.
É ai que muita gente se confunde e distorce.
BDSM é continuado, a sub dá todas as prerrogativas ao Dom através do consensual e cabe ao Dom se manter dentro destes limites e a sub se portar conforme o acordado.
Já no fetiche é eventual, descompromissado, não existem papéis preponderantes e tudo pode mudar ao sabor dos desejos.
Adeptos do BDSM podem, eventualmente, usar seus conhecimentos na relação baunilha, mas quem só tem fetiche dificilmente aguenta o tranco do BDSM.
É isto que nos torna especiais: nossa capacidade de lidar com limites.
E para lidar com limites a sub se coloca sob os cuidados do Dom, não é uma viagem irresponsável, só se entrega a quem realmente saiba se conduzir e, consequentemente, conduzir e cuidar.
A palavra implícita ao BDSM não é comandar, é cuidar.

domingo, 8 de março de 2009

Cadelas...

Algumas submissas gostam de serem tratadas como cadelas, alguns Doms adoram tratar suas submissas como cadelas.
Algumas relações tem base neste conceito, a sub é cadelinha do Dono, vive vida de cadela, simulando praticamente todos os atos de uma.
Evidentemente toda relação pode, eventualmente, usar este cenários como inspiração, o Dom pode, consensualmente, expor a sub a esta condição.
Vcs gostam?
Obs.: Dogwoman - (Do inglês: "dogwoman" - mulher cachorro) Ato do submisso(a) atuar e comportar-se como um cachorro ou cadela. Dentro do BDSM, deve comer em uma terrina, dormir aos pés da cama do dono(a), assumir posições previamente treinadas, etc...A prática de dogwoman requer adestramento como um cachorro/cadela.

sábado, 7 de março de 2009

Sensualidade.

Uma das coisas mais belas do BDSM é a sensualidade.
Imagens saltam aos olhos no BDSM, é extremamente visual.
Um Dom que saiba conduzir por este caminho e uma sub que sabe acentuar este aspecto torna ainda mais espetacular a relação.
Sejamos sensuais, sempre...

Irresistible Part 19 "Blend/Bend"

sexta-feira, 6 de março de 2009

O que espera?

O que vc espera de seu Dom? Sua vontade é valiosa.
Converse, negocie, aproveite bem o consensual até estar pronta para se entregar.
Depois, se deixe conduzir...

Espaço de Discussão.


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Upload feito originalmente por Luna♥
Nada mais sem graça do que não discutir idéias, ser a única voz quando tantas pessoas podem contribuir com suas idéias e comentários.
Observar é preciso, diria que é fundamental, mas é importante que sempre haja alguém com novos ângulos para provocar novos olhares, novas abordagens.
Não quero que este seja um espaço só de leitura, mas que todos se sintam a vontade para contribuir, trazer novas discussões, colaborar com as já existentes.
Apreciem, mas fiquem a vontade para contribuir.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Condução.

Cabe ao Dom conhecer e trabalhar as necessidades da sub, não suas vontades.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A sub que controla o Dom.


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Upload feito originalmente por corvo0569
Todos nós sabemos que o BDSM se baseia em duas figuras: a que comanda e a que se submete.
Tem várias maneiras de descrever as duas, sejam mais específicas, sejam mais superficiais.
Papéis bem definidos as relações se desenvolvem, se efetivamente BDSM, somos felizes, se oportunistas, vivemos sob riscos.
Mas ninguém fala da relação onde a sub comanda.
Conheci alguns casos, dois bem nítidos.
Ela se dá, na maioria das vezes, de maneira sutil, o Dom vai sendo induzido pela sub, sugestionado, manipulado.
Acaba atendendo todas as expectativas dela, provavelmente pq têm prazer com isto.
Nada mais teatral e falso, os dois assumem seus papéis e se exibem felizes como um sucesso de casal, mas, observando mais de perto, se percebe que é a sub que comanda, que determina o andamento da relação.
É uma relação, normalmente, intensa, pq tem poucos conflitos, os dois sempre estão satisfeitos pq tem suas necessidades atendidas, ainda mais se os desejos da sub forem ousados, desafiadores.
Não incluo na mesma categoria dos pseudo adeptos, afinal, os envolvidos realmente gostam dos papéis que exercem, apesar de só exercerem pelo compromisso tácito que há entre os dois.
Eventualmente uma relação BDSM pode andar conforme o gosto da sub, quando há convergência, quando a motivação é justa, quando é apropriado, mas uma relação fortemente baseada nos anseios da sub já foge a todos os conceitos.
BDSM é aprendizado, toda ferramenta que ajude neste aprendizado é perfeita, desde que não fuja ao são, seguro e consensual, mas ferramentas tem duração certa, se a teatralidade ou as induções tem como objetivo aprimorar uma relação, produzir conhecimento, dar segurança aos envolvidos, tudo bem, mas eternizar?
Pessoalmente, não deixo de enquadrar como BDSM, levando em consideração que a sigla abraça vertentes e intensidades diversas, mas me incomoda o engodo que é, a enganação que é, seria mais interessante assumir ou, pelo menos, evitar posar de BDSM clássico.
E vcs, conhecem alguma relação nestes moldes? Vamos lá, se esforcem, quem sabe vc até faça parte de uma relação assim...

Agrade...

Agrade seu Dono, seja dedicada, tente se aprimorar, conte com a condução dele.
Servir é buscar o aperfeiçoamento, a confiança de se entregar a cada ato sem medo de errar...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Satisfaça...

Agrade ao Dom, tenha prazer, tire Dele aquele comentário silencioso, mas cujo silencio é tão intenso que te faça arrepiar.

Dominação Psicológica.



Imagen 006Upload feito originalmente por J. Fuentes M.

Tendo com o base o consensual, na DP é fundamental conhecer a sub, suas fraquezas, seus pontos fortes. Conhecer bem seus limites.

Tendo isto, é hora de guia-la, orienta-la.

Não existe receita padrão, exige sensibilidade.

Na vida não alcançamos o conhecimento profundo, não existe Dom com esta capacidade, mas a DP, sem dúvida exige um bom nível de conhecimento, percepção.

O bom é que o Dom tb aprende e ele deve ser capaz de aprender.é isto que torna a DP tão bonita.

O Amor BDSM

pretty-please Upload feito originalmente por abetaltre


Há algum tempo venho pensando em escrever sobre o amor no BDSM. É, talvez, o tema mais polêmico dentro do BDSM.
Só quero trazer minha contribuição, nada mais que isto.
Certamente voltarei ao tema mais vezes, tamanha são as polêmicas e abordagens possíveis.
Bem, primeiro devo dizer que acredito no amor em suas variadas formas, e são tantas que nem nos damos conta: amor de filhos, de pais, de parentes, amigos, colegas, aluno para professor e vice versa, namorinho, ficante, amante, namoro sério, noivado, casamento, amadurecido, etc...
Poderíamos montar uma lista, seria divertido e construtivo, quem quiser contribuir, fique a vontade.
São formas de se amar, com características próprias, com nuances, definições, intensidades que dão peculiaridade àquela forma de amar.
No BDSM não é diferente, existe amor e dos bons, mas muitos querem amor de namorados, amantes e é ai que tudo se complica.
Não consigo ver, sem ser tomado pela dúvida, um Dom chegando com flores e caixas de bombom pra sua subs, Dom fazendo poesias melosas tal qual menino apaixonado não combina com a sobriedade que se espera de um Dom, pelo menos um capaz de guiar, orientar sua sub.
Em contrapartida vejo com admiração um Dom dedicado, preocupado com o crescimento de sua sub.
Vá lá, uma recaída eventual, tudo bem, mas um Dom que perde o senso de justiça, o discernimento é perigoso.
Quando observamos subs que não distinguem os motivos de sua entrega, confundindo a raiz da relação a ponto de fazer cobranças em cima de seu Dom penso logo que está faltando condução, orientação ou, pior, sobrando oportunismo.
Interessante que todos criticam o chefe que fragiliza sua autoridade concedendo privilégios para sua funcionária preferida, mas num Dom é permitido? Algo semelhante ocorre quando o Dom se encanta pelas formas da sub ao invés de ter a "frieza" no lidar com ela.
Um Dom que perde a autoridade, é incapaz de castigar e ser justo pq está envolvido pela sub, seja emocionalmente ou fisicamente, descaracteriza o BDSM.
Assim como a sub que fica infeliz quando sua vontade não é satisfeita ou ao ser castigada sofre como se houvesse perdido o amor a tanto acalentado.
O amor no BDSM é recheado de admiração, é moldado na entrega, na capacidade de ambos de se dedicarem um ao outro, cuidando, zelando no caso do Dom, obedecendo, se entregando, sendo Dele no caso da sub.
Dominar exige sensibilidade, exige ser capaz de tomar atitudes fortes, mas necessárias. E se o amor abalar esta convicção?
Ou seja, o amor também deve se submeter na relação, não tomar o poder.
É tão bonito o amor na relação BDSM, tão rico, tão profundo, tão exigente, tão enriquecedor, pq insistimos em trazer o amor baunilha pra dentro do meio?
O amor de amantes está lá, mas se vc deixa-lo controlar a relação, o Senhor da relação passa a ser ele.
Não é uma receita que se aplica a todas as vertentes, doses maiores aqui e ali, doses menores acolá, mas é preciso cuidar para que a relação não se perca, que haja uma autoridade e alguém submetido a ela.
Encontrar a forma certa de amar e valoriza-la é fundamental no BDSM, não abaunilhando, cuidando para que haja clareza, que haja a percepção certa do que está envolvido na relação, de suas expectativas e perspectivas.
Acredito muito no amor BDSM, mas tenho dúvidas se as pessoas tem conseguido enxerga-lo como deveriam.

Sirva-se.


Master & sub-21
Upload feito originalmente por lizbeth1983a

O "Clube".

Engraçado como tanta gente comete erros enquanto frequenta o "clube".
Em todo clube existem regras, as mais relevantes afixadas na porta, com o BDSM não é diferente, com uma vantagem: clareza.
Na porta uma plaquinha diz: são, seguro e consensual.
Quantos clubes tem regras tão crisalinas? No entanto, a maioria acaba por ignorar e, consequentemente, se dar mal.
A principal delas, pra mim, é o consensual, e é justamente a mais desrespeitada.
O que vemos de "doms" querendo dar ordens, querendo marcar sessões no fim de semana, distribuindo coleiras e de subs sendo induzidas a acreditar que são de fatos "subs" quando na realidade só tem fetiches criados em cenas fortes de filmes e livros.
Leiam a plaquinha, qualquer pessoa minimamente inteligente entende o que as palavras querem dizer, ninguém pode ou tem o direito de mudar as regras, afinal, elas são a garantia maior do BDSM.
Claro, é possível que no primeiro contato ocorram testes, mas são testes, e o andamento deles deve ser consensual, mesmo que seja um consensual silencioso.
Como estabelecer um consensual sem conversar? Impossível. É por isto que estamos num clube, para nos conhecer, saber um do outro, conhecer as várias vertentes, tentar desenhar o que nos apetece e o que nos desagrada, tentar encontrar quem nos guiará ou quem guiaremos.
O bom senso, a experiência, a sensibilidade ou a intuição pode facilitar os contatos, te direcionar, acelerar até, mas sempre buscando o acordo, definindo bem os limites, mesmo que você suponha não ter nenhum.
Seguindo direitinho as regras do clube, sem ser levado pela excitação natural que toma os frequentadores, seremos felizes adeptos de uma linda filosofia e prática. Se vc não pertence ao clube, fique a vontade, mas não insista em mudar as regras, em querer criar suas próprias, somos fortes quanto mais firmemente defendemos nossas crenças, se você tem só um fetiche, pode aprender algo no clube, mas não tente impor sua visão pessoal às outras pessoas, criticar, confundir...
É muito bonito a liberdade de escolha que temos e devemos respeitar estas variações, todas as possibilidades existentes, mas se não for para você, se você preferir algo eventual e não contínuo como prega o BDSM, colha algumas dicas e viva seus fetiches, seja feliz, não é isto que todos buscamos?
Na próxima, leia a plaquinha e siga a risca, aposto que os riscos diminuirão bastante.